Festival de Caminhadas planta centenas de árvores no Ameixial para compensar pegada de carbono [com fotos]

São às centenas e foi o Festival de Caminhadas do Ameixial que as trouxe. Mas, ao contrário daqueles que sobem […]

São às centenas e foi o Festival de Caminhadas do Ameixial que as trouxe. Mas, ao contrário daqueles que sobem a Serra do Caldeirão para participar neste evento ano após ano, as cerca de 450 árvores que foram plantadas este domingo, dia 19 de Outubro, nesta freguesia do concelho de Loulé, vieram para ficar – desejavelmente, por muitos e bons anos.

A iniciativa, promovida pela QRER -Cooperativa para o Desenvolvimento dos Territórios de Baixa Densidade, que organiza o WFA – Walking Festival Ameixial, juntou 45 voluntários, que ajudaram a plantar sobreiros, azinheiras e medronheiros num terreno situado perto da localidade dos Vermelhos. Numa manhã, duas encostas situadas junto à estrada que liga o Ameixial àquela localidade, ficaram repletas de jovens árvores, de espécies características da serra.

Uma jornada que teve o apoio técnico de uma equipa da Associação de Produtores Florestais da Serra do Caldeirão, que cedeu as ferramentas necessárias, orientou os voluntários e também ajudou na ação de reflorestação. As árvores plantadas foram adquiridas com a verba resultante das inscrições na quinta edição do WFA.

Esta iniciativa, na qual o Sul Informação marcou presença, serviu para encerrar o Festival de Caminhadas do Ameixial 2017, que decorreu entre 28 de Abril e 1 de Maio. Mas foi também um momento para lançar a próxima edição do evento, que se irá realizar entre os dias 27 e 29 de Abril de 2018.

A duração da sexta edição do WFA é uma das novidades. Este ano, os organizadores do Festival aproveitaram o facto de o dia 1 de Maio, feriado, calhar a uma segunda-feira para ter um evento de quatro dias, em vez dos tradicionais três. Em 2018, voltar-se-á ao modelo de três dias.

Para compensar, a organização vai alargar o horário, no último dia de evento, um domingo. «O Festival começa na sexta-feira, dia 27, a meio do dia e estende-se até às 18h30 de dia 29 de Abril, em vez de terminar à hora do almoço», disse ao Sul Informação Bruno Rodrigues, da cooperativa QRER.

Da esquerda para a direita: João Ministro, Sara Fernandes e Bruno Rodrigues, da equipa organizadora do WFA

Quem se mantiver no Ameixial, neste dia, terá oportunidade de alinhar nos “Jogos Serrenhos”, uma novidade da edição de 2018 do festival. «Imaginem os Jogos Sem Fronteiras, mas em versão Serra do Caldeirão. Teremos uma série de provas, com temáticas ligadas às tradições da Serra, numa iniciativa muito orientada às famílias», revelou.

O WFA vai, de resto, apostar em mais caminhadas pensadas para este público. «Vamos ter novas propostas e algumas novidades no que toca às caminhadas para famílias. Também teremos mais caminhadas inclusivas do que em 2017», antecipou Bruno Rodrigues.

Outras novidades são a caminhada literária, onde «serão dados a conhecer poemas e textos sobre o Ameixial de autores locais», e a caminhada de 50 quilómetros que ligará Loulé à aldeia que dá nome ao festival, que sairá da sede de concelho «na sexta-feira e chegará ao Ameixial à hora da fatia dourada».

O WFA 2018 também contará com um upgrade, que surge do sucesso que os workshops de pão tiveram, na última edição do festival. «Teremos oficinas de trabalho de pão no sábado e no domingo. Também vamos instituir a hora da tiborna, depois de terminadas as caminhadas e cozido o pão», anunciou.

Estas serão algumas das propostas que constarão do programa do Festival de Caminhadas do Ameixial de 2018, que ainda não está totalmente fechado. Isso só deverá acontecer em Fevereiro, altura em que, estima Bruno Rodrigues, serão abertas as inscrições para as diferentes iniciativas.

Quem já tem a inscrição paga, se assim o desejar, são os voluntários que ontem arregaçaram as mangas, para ajudar a plantar as cerca de 450 árvores, uma oferta da organização.

Na ação de reflorestação de domingo, a QRER contou  com o apoio de vários parceiros regionais, nomeadamente a  Junta de Freguesia do Ameixial, a Associação de Produtores Florestais da Serra do Caldeirão, a Câmara Municipal de Loulé, a ProActiveTur, o Projecto Estela, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e a Região de Turismo do Algarve.

 

Fotos: Hugo Rodrigues|Sul Informação

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