Trabalhadoras voltam a denunciar más condições de trabalho e habitabilidade no Pestana Algarve Race

Um grupo de trabalhadoras do hotel Pestana Algarve Race, em Portimão, vai concentrar-se hoje, dia 23 de Outubro, frente a […]

Um grupo de trabalhadoras do hotel Pestana Algarve Race, em Portimão, vai concentrar-se hoje, dia 23 de Outubro, frente a esta unidade hoteleira, como protesto contra a falta de condições de trabalho e de habitabilidade. As mulheres foram recrutadas na Grande Lisboa e contratadas pela empresa de trabalho temporário Serlima para trabalhar no Algarve, mas dizem ter encontrado condições diferentes das acordadas, ao nível do pagamento e da carga horária, mas também no que toca ao local onde estão alojadas, segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Algarve.

Esta é a segunda vez que o sindicato denuncia este tipo de situação, no Pestana Algarve Race. Em Julho, os sindicalistas acusaram o grupo Pestana de cometer abusos laborais, mas Pedro Lopes, administrador deste grupo no Algarve, disse que não se tratavam de funcionárias próprias, mas sim de uma empresa de outsourcing a quem foi contratado o serviço de limpeza da unidade hoteleira.

Recentemente chegaram novas queixas, entre as quais a de não estar a ser pago o valor acordado de 5 euros à hora. Este foi o preço combinado entre as funcionárias e a empresa de trabalho temporário antes de saírem de Lisboa, mas, «no passado dia 18 terá sido transmitido por uma representante da Serlima que o presente mês de Outubro iria ser pago a 4 euros/hora e que se alguém não estivesse contente que se fosse embora», denunciou o sindicato.

«As trabalhadoras queixam-se ainda do facto de não lhes ter sido entregue um exemplar do contrato de trabalho e também da falta de respeito pelos horários de trabalho, denunciando que chegam a fazer 10 e 12 horas diárias, sendo transferidas constantemente, de forma abrupta, para outras unidades do grupo Pestana», acrescentou.

Outra das queixas é «a falta de condições nas instalações onde ficam a pernoitar, nomeadamente a falta de comida, de sofás, de frigorífico com condições, de televisão, de Internet, de água fora do horário de funcionamento do refeitório e de transporte para sair do hotel, incluindo nas folgas».

Os sindicalistas adiantam que já pediram «uma reunião urgente com a administração do Pestana Algarve Race», que deverá acontecer hoje, às 18h00, altura para a qual está agendada a concentração das trabalhadoras. O sindicato também «irá solicitar a intervenção da Autoridade para as Condições no Trabalho, nomeadamente pelo facto da Serlima não ter entregue às trabalhadoras um exemplar do contrato de trabalho».

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