Rosa Palma anuncia forte investimento no Património de Silves

A terceira fase da Reabilitação do Centro Histórico de Silves ou a requalificação da ponte velha e das muralhas do […]

A terceira fase da Reabilitação do Centro Histórico de Silves ou a requalificação da ponte velha e das muralhas do castelo, obras para as quais a Câmara Municipal procura financiamento, são algumas das prioridades do segundo mandato de Rosa Palma, eleita pela CDU, à frente daquela autarquia.

Na sua tomada de posse, na sexta-feira à tarde, a autarca salientou que, no seu primeiro mandato, «começámos pelo mais básico: a arrumar a casa. Definimos uma estratégia com dois pontos centrais: consolidar as finanças e encontrar formas de “fazer mais com menos”. Orgulho-me de dizer que estes objetivos foram totalmente cumpridos».

No mandato anterior, recordou a recém empossada presidente da Câmara no seu discurso, «introduzimos muitas alterações à política fiscal do Município, não aumentando as taxas e baixando muitas outras, como forma de estimular a recuperação financeira das famílias e das empresas, ao mesmo tempo que promovemos o investimento público, no valor de 12,3 milhões de euros».

E assim, Rosa Palma chegou ao fim do seu primeiro mandato «com 30 candidaturas aprovadas, num total de 6,5 milhões de euros». Mas, assegurou, «pretendemos ir mais longe».

No discurso, a autarca comunista enunciou um longo rol de obras e intervenções que irão avançar agora. Assim, além da reabilitação no centro histórico da cidade, irão para a frente «a construção da sede da Junta de Freguesia de Armação de Pêra, a conclusão do Parque de Feiras de S. Bartolomeu de Messines, do Arruamento entre o Jardim de Infância e o Centro de Saúde do Algoz, do Espaço Multiusos em São Marcos da Serra, do Parque de Feiras de Alcantarilha, do Polidesportivo de Tunes, a pavimentação e requalificação de ruas de Pêra e Alcantarilha», bem como «a Reabilitação do Jardim do Largo da República, a Requalificação da Rua Atrás dos Muros».

Obra importante será a execução do «ambicioso plano geral de drenagem de águas pluviais em Armação de Pêra», que ajude a acabar com as inundações na baixa da vila, sempre que chove um pouco mais.

Mas será ainda promovida a «pavimentação de caminhos e estradas, a requalificação de outros espaços urbanos, a extensão das redes de abastecimento de água ao Benaciate e a vários outros locais, a requalificação gradual das redes de abastecimento de água e saneamento, a melhoria permanente do sistema de limpeza e higiene pública».

De fora também não ficarão duas questões importantes para o concelho e transversais a todas as forças políticas: a Fábrica do Inglês e o desassoreamento do Rio Arade.

No primeiro caso, revelou Rosa Palma, «não desistiremos de procurar uma solução em conjunto com os seus proprietários para a reabilitação e funcionamento da Fábrica do Inglês».

Também «não desistiremos de defender o Desassoreamento do Rio Arade, aproveitando alguma oportunidade de financiamento que surja, pressionando o Governo».

Todos os elementos do novo executivo: José Pedro Soares (PSD), Maxime Bispo (CDU), Fátima Matos (PS), Maria Luísa Luís (CDU), Rogério Pinto (PSD), Mário Godinho (CDU) e Rosa Palma (CDU)

Neste segundo mandato, há uma tarefa importante para terminar («a conclusão da revisão do Plano Diretor Municipal, à luz dos novos instrumentos legais vigentes») e outra para reforçar («o estímulo à captação de investimento privado, como fator essencial para a criação de emprego no concelho».

«Iremos prosseguir com a mesma linha de atuação, visando uma gestão autárquica mais eficaz, positiva e transparente, feita com o contributo fundamental dos cidadãos e a colaboração das restantes forças políticas representadas na Câmara Municipal e na Assembleia Municipal», garantiu.

A presidente da Câmara resumiu o que pretende seja a definição deste seu novo mandato: «queremos um concelho solidário, um lugar de oportunidades. Um concelho dinâmico, onde todos sejam capazes de trabalhar em conjunto para nos realizarmos enquanto território e enquanto pessoas».

Agradecendo «à população do Concelho de Silves, que confiou em nós de uma forma tão expressiva para continuarmos à frente da Câmara Municipal de Silves», Rosa Palma terminou lançando um apelo a todos os autarcas, «para que este concelho não seja apenas o local onde o destino nos depositou. Mas que seja o lugar onde gostamos de viver – e principalmente que este seja o nosso lar».

Na cerimónia, que decorreu no superlotado salão nobre dos Paços do Concelho – de tal forma que parte da assistência ficou no átrio, a seguir o que se passava através de televisões -, tomaram ainda posse todos os membros do executivo, permanente e não permanente, bem como os elementos da Assembleia Municipal.

Assim, o executivo passa a ser composto por Rosa Palma, Mário Godinho, Maria Luísa Luís e Maxime Bispo, este um novo vereador, a garantir a maioria da CDU na Câmara, bem como por Rogério Pinto e José Pedro Soares, ambos do PSD, e ainda Fátima Matos, do PS.

A nova mesa da Assembleia Municipal de Silves: Olga Fernandes (CDU, 2ª secretária), Vítor Rodrigues (CDU, presidente) e João Santos (CDU, 1º secretário)

Na Assembleia Municipal, também há rostos novos, desde logo o deputado que acabou eleito presidente, Vítor Rodrigues, da CDU. Mas também, e a título de mero exemplo, Martins dos Santos, do PSD, médico e antigo presidente da Administração Regional de Saúde e que tinha sido o cabeça de lista dos social-democratas àquele órgão.

Após a tomada de posse da Assembleia Municipal, seguiu-se, como é hábito, a eleição do seu presidente e dos restantes membros da mesa. E aqui, difícil não foi escolher a lista vencedora (CDU e PSD apresentaram ambos listas), mas que os 27 membros da AM silvense chegassem a acordo sobre a forma como se votaria as duas listas apresentadas.

No final, a lista da CDU recebeu 16 votos, a do PSD 10, tendo havido ainda uma abstenção. Ficou assim eleita a seguinte mesa: Vítor Rodrigues, como presidente, João Santos, como 1º secretário, e Olga Fernandes, como 2ª secretária.

Apesar do ligeiro impasse que se gerou na altura de decidir como votar, a sessão terminou em ambiente de grande cordialidade, porque o presidente da AM, acabado de eleger, revelou a sua amizade por qualquer um dos líderes das restantes bancadas. Chegou mesmo a dizer: «se qualquer um de vós tivesse sido eleito, esta Assembleia Municipal também ficaria muito bem presidida».

 

Fotos: Elisabete Rodrigues|Sul Informação

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