Águas do Algarve vão comprar 16 veículos elétricos para aumentar “sustentabilidade”

A empresa Águas do Algarve tem prevista a aquisição de 16 veículos elétricos, em substituição de viaturas a diesel da […]

A empresa Águas do Algarve tem prevista a aquisição de 16 veículos elétricos, em substituição de viaturas a diesel da sua frota automóvel, numa aposta na «sustentabilidade através da mobilidade elétrica». 

Além disto, vão ainda ser comprados 10 postos de carregamento de viaturas elétricas para montar em instalações de Águas do Algarve.

Estes 10 postos «serão localizados em diversas instalações localizadas estrategicamente no território do Algarve que permitirão a utilização das viaturas em toda a região», explica a Águas do Algarve.

A Águas de Portugal (AdP) lançou um concurso internacional para a aquisição de 127 viaturas em regime de AOV para todo o universo das empresas do grupo. Outro concurso internacional prevê a aquisição de 73 postos de carregamento de viaturas elétricas para todo o universo das empresas do grupo.

Prevê-se um total do investimento que ronda os 3,762 milhões de euros, sendo que a parte comparticipada se cifra em 1,275 milhões de euros.

Em complemento, 10 colaboradores da Águas do Algarve, no âmbito da implementação do Plano de Eficiência e de Produção de Energia (PEPE), já iniciaram uma formação na área da eficiência energética (Auditores de energia especialistas do ciclo Urbano da Água) com uma duração de cerca de seis meses.

O objetivo desta formação, além de integrar um ou dois elementos numa Bolsa de Auditores energéticos internos do grupo AdP, é «capacitar diversos técnicos com conhecimentos nesta área para as diversas áreas de atuação da atividade da empresa», explica a Águas do Algarve.

Também na área da eficiência energética, a Águas do Algarve «tem já um percurso significativo» feito, que remonta a 2008, com a entrada em serviço das primeiras centrais micro fotovoltaicas com injeção na RESP (Rede Elétrica de Serviço Público), tendo representado um investimento de 1 milhão de euros a preços de 2008.

Atualmente, são 55 micro fotovoltaicas em serviço, sendo responsáveis, até ao momento, pela produção de 2,3 Gigawatts por hora (GWh) e gerando uma receita de 1,3 milhões de euros, através da tarifa bonificada atribuída a estas instalações e que atualmente é de 0,233 euros quilowatts por hora, injetado na RESP.

Até ao momento, «constatamos que já foi possível evitar emissões para a atmosfera no valor de 1000 toneladas de CO2», diz a Águas do Algarve.

Em 2012, através de um protocolo de colaboração estabelecido com a AdP, foi possível colocar em serviço mais três centrais mini fotovoltaicas nas instalações da empresa. Estas centrais registam uma produção acumulada até ao momento de 1,7 GWh, com uma receita de 422 mil euros e uma emissão evitada para a atmosfera.

Em 2013, em Lagos, foi instalada uma mini central de cogeração a biogás de 50 kilowatts (kW) de potência, que já produziu, até ao momento, 760 megawatts por hora (MWh), correspondendo a uma receita de 113 mil euros, evitando a emissão de 360 toneladas de CO2 para a atmosfera.

Mais tarde, em 2015, com a construção das duas maiores centrais fotovoltaicas (com a potencia instalada de 431,2 kilowatts cada), estas em regime de autoconsumo, e através do financiamento de 60% obtido através do Programa Operacional Algarve 21, permitirá obter o retorno do investimento inicial (1,1 milhões de euros) em cerca de três anos.

«A central da Estação de Tratamento de Águas (ETA) de Alcantarilha permite satisfazer as necessidades energéticas anuais da estação em 10%, enquanto a central da ETA de Tavira satisfaz cerca de 25%», diz a Águas do Algarve.

Nestas duas instalações, em alguns períodos do dia na época baixa, é possível produzir a totalidade da energia elétrica necessária ao funcionamento da estação. Até ao momento, estas duas centrais produziram 2,6 GWh, correspondendo a uma diminuição dos custos enérgicos acumulados de 350 mil euros e a uma emissão de 550 toneladas de CO2 para a atmosfera.

Atualmente, no PEPE, está prevista a ampliação da central fotovoltaica da ETA de Alcantarilha em mais 175 kW, assim como a construção de mais cinco novas centrais mini fotovoltaicas, até ao final do ano de 2019, todas em regime de autoconsumo, prevendo-se a produção adicional de 2,2 GWh, correspondente a uma economia de cursos financeiros de 320 mil euros por ano e uma emissão de 1033 toneladas de CO2.

O investimento inicial previsto é de 1,6 milhões de euros.

Além da mobilidade elétrica e da produção fotovoltaica, o PEPE prevê a execução de outras medidas de eficiência energética noutras áreas, como sendo de caráter legal (cumprimento do Sistema de Gestão dos Consumos Intensivos de Energia – SGCIE) ou de vertente de estratégia empresarial.

A totalidade destas atividades inscritas no plano do PEPE corresponderão a um investimento de 700 mil euros e permitirão uma redução de consumos em 2,8 GWh por ano, correspondente a uma economia de cursos financeiros de 302 mil euros por ano e uma emissão de 1300 toneladas de CO2 por ano.

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