Movimentos ambientalistas denunciam novas sondagens por petróleo ao largo de Aljezur

Os movimentos Climáximo e Alentejo Litoral pelo Ambiente (ALA) denunciaram a realização de operações de prospeção no mar, ao largo […]

Crédito: Depositphotos

Os movimentos Climáximo e Alentejo Litoral pelo Ambiente (ALA) denunciaram a realização de operações de prospeção no mar, ao largo de Aljezur, que terão sido feitas a partir de Sines pelo navio italiano Vos Purpose nos dias 2 e 9 de Setembro.

Estas sondagens, defende a organização, «trazem de volta ameaça de furo de petróleo» ao largo da Costa Vicentina e vêm colocar «claramente em causa» as declarações de Jorge Sanches, secretário de Estado da Energia, que no início do mês assegurou ao jornal Expresso que o furo de Aljezur, a realizar na zona concessionada ao consórcio ENI/Galp,  tinha caducado.

Nos dias 2 e 9 de Setembro, «segundo os registos de tráfego marítimo internacional, o navio italiano Vos Purpose esteve a realizar sondagens a partir do Porto de Sines, tendo-se dirigido à zona onde seria realizado o furo de Aljezur».

«A opacidade em relação a estas operações marítimas é total, já que não existe qualquer registo, pedido ou autorização para estas sondagens, apenas verificáveis através dos registos de tráfego marítimo internacional. Acresce que estão ativas três providências cautelares – da Associação de Municípios do Algarve, da Câmara Municipal de Odemira e da Plataforma Algarve Livre de Petróleo – o que leva a ainda mais questões acerca da legalidade das atividades do Vos Purpose. Entretanto, o navio de perfuração Saipem 12000, contratado pela ENI e pela GALP para o furo de Aljezur, saiu de Walvis Bay, na Namíbia, e desloca-se na direção de Portugal», assegura o movimento.

O Climáximo e o ALA «exigem um esclarecimento cabal por parte do Governo acerca do estado dos contratos e destas sondagens realizadas há poucos dias».

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