Estevens denuncia tentativa de impugnação da candidatura, mas Amaral diz que são «queixinhas»

José Estevens, candidato à Câmara de Castro Marim, acusa o concorrente Francisco Amaral, presidente da autarquia, de ter tentado impugnar […]

José Estevens, candidato à Câmara de Castro Marim, acusa o concorrente Francisco Amaral, presidente da autarquia, de ter tentado impugnar a sua candidatura às Eleições Autárquicas, numa atitude que «espelha bem o seu caráter».

O edil confirma que fez um «requerimento» ao Tribunal da Comarca de Vila Real de Santo António por alegadas irregularidades, que acabou por «não lhe dar provimento», mas diz não «estar preocupado com queixinhas». 

Ao Sul Informação, Francisco Amaral argumentou que «a lei diz que as pessoas, quando assinam uma candidatura independente, têm de ter conhecimento dos candidatos e tal não aconteceu». Isto porque «no cabeçalho da recolha de assinaturas, a lei obriga a que tenha a listagem dos candidatos», explicou.

Daí a queixa feita, mas a verdade é que esta acabou por ser rejeitada, algo que Amaral, candidato da lista Castro Marim Mais Humano, «não contesta».

Do outro lado da barricada, a candidatura de José Estevens (Castro Marim Primeiro) justifica-se ao dizer que «recolheu três vezes mais assinaturas do que aquelas que a lei eleitoral determina, sustentando assim a centena de candidatos do Movimento Castro Marim Primeiro às Autarquias do concelho: Assembleia Municipal, Câmara Municipal e Assembleias de Freguesia de Altura, Azinhal, Castro Marim e Odeleite».

Quanto a esta polémica, as acusações de Estevens são fortes: «com inteligência e justiça, os castromarinenses podem agora avaliar a conduta do autarca/médico que quis afunilar a democracia e coartar a liberdade de escolha dos cidadãos no concelho de Castro Marim nas próximas eleições autárquicas».

«À triste e má figura do autarca, médico e Comendador da República Portuguesa Francisco Amaral, o Tribunal respondeu com firmeza rejeitando a queixa de impugnação por falta de fundamento. Esta atitude rude e torpe do presidente de Câmara mais antigo em exercício de funções espelha bem o seu caráter e a falta de qualidade democrática a que se juntam um falso humanismo que tanto apregoa», acrescenta, em comunicado.

O edil de Castro Marim defende-se dizendo que há questões «bem mais preocupantes para Castro Marim». «O que eu quero é trabalhar para os castromarinenses. Não estou preocupado com queixinhas», acrescentou, em declarações ao nosso jornal.

De acordo com Francisco Amaral, também a candidatura de José Estevens fez queixas sobre alegadas irregularidades da coligação Castro Marim Mais Humano. Numa delas, feita à Comissão Nacional de Eleições (CNE), o movimento de Estevens terá dito «que não poderia publicar na minha página de Facebook coisas da Câmara Municipal. Claro que a CNE mandou aquilo às malvas», revelou Amaral.

Segundo José Estevens, Francisco Amaral pagou «as custas pelo incidente causado com a apresentação do pedido de impugnação das candidaturas do Movimento Castro Marim Primeiro», algo que o atual edil «não confirma nem desmente».

A polémica entre os candidatos à autarquia castromarinense já vem de algum tempo e levou a que Estevens se desvinculasse de militante do PSD, quando outrora foi, inclusive, presidente da Câmara de Castro Marim eleito pelos sociais-democratas.

Tudo porque a Comissão Política Nacional do PSD apoia a (re)candidatura de Amaral à autarquia castromarinense.

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