Primeiros 20 dias de Junho tiveram temperaturas «muito superiores aos valores normais»

Os primeiros 20 dias do mês de Junho têm sido caracterizados por «valores altos da temperatura máxima, muito superiores aos […]

Crédito: Depositphotos

Os primeiros 20 dias do mês de Junho têm sido caracterizados por «valores altos da temperatura máxima, muito superiores aos valores normais para este mês», salienta o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), em comunicado.

Estas altas temperaturas fizeram-se sentir em particular a partir do dia 7, devido a uma massa de ar muito quente e seca, com destaque para os dias 17 e 18 de Junho, «nos quais foram ultrapassados os anteriores máximos de temperatura máxima para este mês, em quase todo o território, com exceção das regiões litoral Norte e Centro».

No período de 1 a 20 de Junho, o valor médio da temperatura máxima do ar em Portugal continental foi de 31.2 °C, valor superior ao normal em 5.8 °C.

O valor da temperatura média foi de 23.3 °C, cerca de 3.9 °C superior ao normal, enquanto o valor médio da temperatura mínima do ar foi de 15.5 °C, ou seja, 2 °C superior ao normal.

O IPMA recorda que sábado, 17 de Junho, foi mesmo o dia mais quente, com 29.4 °C de temperatura média (+10.0 °C em relação ao normal), 39.1 °C de temperatura máxima (+13.8 °C em relação ao normal) e 19.7 °C de temperatura mínima (+6.2 °C em relação ao normal).

A noite mais quente ocorreu no dia 19, com um valor de temperatura mínima de 20.1 °C, com um desvio de +6.6 °C (em relação ao normal do mês de Junho).

Aquele Instituto sublinha ainda que, a 6 e 7 de Junho, observou-se o início de uma onda de calor registada nas estações meteorológicas da faixa mais interior do País.

A partir dos dias 10 e 11, essa onda de calor abrangeu as restantes regiões do interior do território e, a partir do dia 15, alguns locais da região de Lisboa e Vale do Tejo e interior do Baixo Alentejo.

De acordo com o índice meteorológico de seca PDSI , a 18 de Junho mantém-se a situação de seca meteorológica em Portugal Continental, verificando-se, em relação a 31 de Maio, um agravamento em todo o território, com o aumento das áreas nas classes de seca severa e extrema.

A 18 de Junho cerca de 80% do território estava em seca meteorológica severa e extrema.

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