António Branco não se recandidata a reitor da Universidade do Algarve

António Branco não se vai recandidatar a um segundo mandato como Reitor da Universidade do Algarve. Em comunicado enviado esta […]

António Branco não se vai recandidatar a um segundo mandato como Reitor da Universidade do Algarve. Em comunicado enviado esta quarta-feira, dia 31, à comunidade académica, o reitor invocou «razões pessoais» para esta decisão, mas diz também ter ponderado dimensões internas e externas à academia, sobre as quais tem manifestado uma «opinião crítica».

No documento, António Branco escreve que a sua decisão foi tomada depois de ter analisado «os fatores internos, externos e pessoais» e que a torna pública «desde já porque considero que devo dar tempo a todos aqueles que, eventualmente, estivessem a aguardar a minha decisão para procurarem e encontrarem as melhores soluções de liderança institucional para o mandato seguinte».

O reitor da Universidade do Algarve diz ter imaginado «os próximos quatro anos da minha vida» e percebido que «a vontade de ensinar e investigar se tinha tornado demasiado forte e que é isso que o meu corpo e o meu espírito me pede insistentemente».

Por isso, prossegue António Branco, foi-se «tornando mais claro que não tenho condições pessoais para me propor renovar por mais quatro anos o compromisso assumido com a instituição em Dezembro de 2013».

Em relação aos fatores internos e externos que analisou para tomar esta decisão, António Branco diz:  «tenho manifestado a minha opinião crítica sobre eles e continuarei a fazê-lo, com base na experiência que adquiri sobre o nosso modo de funcionamento e as nossas características internas, as políticas públicas relativas  ao Ensino Superior, o panorama internacional, nomeadamente o europeu, que dita muitas dessas políticas em função de opções que discordo».

António Branco agradece ainda «a todos aqueles que, dentro e fora da Universidade, preferiam que eu me recandidatasse e que, ao longo dos últimos meses, mo fizeram sentir».

O reitor esclarece que o mandato só terminará com a posse do novo reitor em Dezembro e que, por isso, continuará «a exercer cabalmente, até esse momento, as competências que me foram confiadas».

Para esse ato eleitoral, António Branco manifesta o desejo que este venha a ser «sereno e democrático, mas também vivo e coletivamente consciente. E, embora essa responsabilidade caiba exclusivamente ao Conselho Geral, a verdade é que os seus membros internos o são enquanto representantes dos corpos da instituição».

Branco garante que não vai abdicar «de participar ativamente no processo eleitoral que ocorrerá a seguir ao Verão», mas «mais distanciadamente, como se espera do reitor da Universidade, mas nem por isso menos atento e empenhado em contribuir para o bem comum».

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