Associação de lesados do BANIF ajuda algarvios a fazer reclamações

A Associação de Lesados do BANIF (Alboa) vai promover uma sessão pública de esclarecimento, ajuda e recolha de reclamações de […]

A Associação de Lesados do BANIF (Alboa) vai promover uma sessão pública de esclarecimento, ajuda e recolha de reclamações de pessoas que tenham sido afetadas pelo colapso deste banco, a decorrer no Hotel Mónaco, em Faro, amanhã, sábado, entre as 14h30 e as 18h00.

No Algarve, haverá «cerca de uma centena, centena e meia de lesados», estimou o presidente da Alboa Jacinto Silva, contactado pelo Sul Informação. E apesar de alguns terem  apresentado a sua reclamação diretamente à CMVM, muitos ainda não o fizeram, já que o processo «não é fácil».

Esta «complexidade» do processo burocrático leva a que, no total, apenas «escassas centenas» de lesados tenham efetivado as reclamações junto da CMVM», quando o número de pessoas prejudicadas ascenderá às 3500.

O objetivo desta iniciativa, que se repetirá em diferentes locais do país (também haverá sessões em Lisboa, Porto, Aveiro e Madeira, depois de uma primeira iniciativa nos Açores), é «recolher o maior número possível de reclamações dos lesados do BANIF, a fim de serem entregues na CMVM e assim se consubstanciar uma conclusão de operação global de misseling (vendas enganosas ou fraudulentas)».

«Sob o lema “Conte a sua história, Conte a verdade”, a Alboa está a pedir a todos os lesados do BANIF que façam chegar à CMVM a descrição sumária da forma como os produtos foram apresentados e vendidos e os argumentos apresentados para a subscrição dos mesmos: por exemplo, garantia de segurança porque o banco era do Estado (depois de 2013), que o produto tinha a garantia da CMVM, que era como depósito a prazo mas com uma taxa de juro melhor, que era isento de riscos», entre outras, segundo a associação.

«Este é o momento crucial para que todos os lesados concretizem as suas reclamações (uma por cada produto, independentemente do produto) a fim de que aquelas atinjam um número significativo. Só assim as entidades oficiais poderão emitir um parecer favorável no sentido das pretensões dos lesados, ou seja que houve lugar a venda enganosa/misseling», avisou a associação.

Calcula-se que o volume de perdas dos lesados do BANIF ultrapasse os 265 milhões de euros.

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