Estudantes portugueses ganham medalhas nas Olimpíadas Internacionais de Ciências da Terra no Japão

A delegação de Portugal, que integrou três estudantes do Ensino Secundário, ganhou duas medalhas de prata e uma de bronze […]

estudantes portugueses ganham medalhasA delegação de Portugal, que integrou três estudantes do Ensino Secundário, ganhou duas medalhas de prata e uma de bronze nas 10ª Olimpíadas Internacionais de Ciências da Terra (International Earth Sciences Olympiads – IESO 2016), que decorreram em Mie, no Japão, entre 20 e 27 de Agosto.

A delegação portuguesa integrava os três estudantes vencedores das 2ª Olimpíadas Portuguesas de Geologia, organizadas durante o ano letivo 2015-16 pela Sociedade Geológica de Portugal (SGP).

Assim, Diogo Nascimento , da Escola Básica e Secundária de Murça, e Marcos Freitas, do Colégio da Rainha Santa Isabel, de Coimbra, ganharam cada um deles uma medalha de prata, enquanto Alexandre Afonso, da Escola Secundária Adolfo Portela, de Águeda, obteve uma medalha de bronze.

Este foi o segundo ano consecutivo da participação de Portugal nas Olimpíadas Internacionais de Ciências da Terra e foi também a segunda vez em que a equipa nacional obteve grande sucesso.

Além dos alunos, a comitiva integrou ainda os seus mentores, pertencentes à Comissão Nacional para as Olimpíadas de Geologia (CNOG), Jorge Relvas (Coordenador Nacional) e Álvaro Pinto, ambos da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Em paralelo, foram disputadas outras duas provas coletivas transnacionais denominadas Internacional Team Field Investigation (ITFI) e Earth Science Project (ESP). Também aqui a equipa portuguesa se destacou, tendo obtido mais uma medalha de Bronze na ITFI.

«Um aspeto a realçar, e que valoriza ainda mais a prestação dos estudantes portugueses, é que as matérias avaliadas nas Olimpíadas Internacionais diferem significativamente dos programas nacionais da disciplina de Biologia e Geologia do 10ª e 11º ano, porque incorporam adicionalmente conteúdos de Ciências Planetárias, Geofísica, Oceanografia e Ciências da Atmosfera», explica a Sociedade Geológica de Portugal.

«Para valorizar ainda mais as competências da delegação portuguesa, designadamente nas matérias que não integram os seus programas escolares, foi feita uma preparação complementar dos estudantes que a integram. Esta preparação, bem como todo o processo de organização da seleção dos estudantes que representaram Portugal na IESO 2016, só foi possível, graças ao inestimável apoio dos Centros Ciência Viva do Lousal e de Estremoz, e de professores da Escola de Ciências e Tecnologia da Universidade de Évora, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa a quem a Sociedade Geológica de Portugal agradece, reconhecida», acrescenta a SGP.

O mesmo organismo diz ainda que «esta missão ganhadora só foi possível graças ao envolvimento, dedicação e qualidade dos professores e estudantes portugueses envolvidos nas Olimpíadas Portuguesas de Geologia. No entanto, uma iniciativa com esta dimensão envolve o esforço de muitos colegas e instituições, para além das que já foram nomeadas».

A direção da Sociedade Geológica de Portugal faz ainda três agradecimentos: ao professor Jorge Relvas e a toda a equipa CNOG por ele coordenado, por todos os aspetos logísticos deste complexo processo, ao professor Jorge Ferreira, presidente do Júri de Especialistas e a toda a sua equipa, pela elaboração de todas as provas utilizadas nas 2ª Olimpíadas Portuguesas de Geologia, e ainda aos apoios do Ministério da Educação e Ciência e da Agência Nacional Ciência Viva, sem os quais «tudo isso dificilmente teria sido possível».

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