Investigadores do Algarve ajudam a propor novo sistema de classificação de áreas protegidas

Os investigadores Bárbara Horta e Costa e Karim Erzini do Centro de Ciências do Mar, associado à Universidade do Algarve, […]

Proposta de sistema de classificação áreas protegidasOs investigadores Bárbara Horta e Costa e Karim Erzini do Centro de Ciências do Mar, associado à Universidade do Algarve, fazem parte de uma equipa que propôs um novo sistema de classificação de áreas marinhas protegidas, num artigo publicado na revista Marine Policy de Julho.

Os cientistas deste grupo, que também integra elementos do centro de investigação MARE do ISPA (Portugal) e do Criobe (França), defendem que a criação de áreas protegidas tem que ter em consideração  a utilização que é feita pelos diversos atores das mesmas.

O sistema inclui «uma árvore de decisão com poucos passos para ajudar a classificar as áreas marinhas protegidas e suas zonas, de forma simples e direta», segundo o CCMar.

«De acordo com a categorização da International Union for Conservation of Nature (IUCN), as áreas marinhas protegidas baseiam-se nos objetivos de gestão, o que muitas vezes causa um desfasamento em relação à regulamentação e uso das zonas, causando igualmente alguma incerteza quanto à real eficiência quando se avalia globalmente as áreas marinhas protegidas», acrescentou o.centro de investigação algarvio.

O sistema em vigor tem outras lacunas, na visão dos investigadores desta equipa, nomeadamente o facto de «não integrar adequadamente a variabilidade das diferentes zonas de AMP com zonamento, embora este tipo de áreas seja muito comum globalmente (e a nível nacional, no continente)».

«Assim, os investigadores propõem um novo sistema global de classificação para as áreas marinhas protegidas e para suas as zonas quando existam, baseado nos regulamentos e usos permitidos como um sistema alternativo, ou até mesmo complementar, ao corrente sistema de categorização da organização internacional IUCN», resumiu o CCMar.

A equipa de cientistas espera que a sua proposta venha a ser adotada «por toda a comunidade, desde os utilizadores das áreas marinhas, pescadores, comunidades locais, até aos decisores políticos e, claro está, a comunidade científica».

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