Deputado denuncia urgências a «meio-gás» em Agosto, Hospitais do Algarve negam

As urgências dos Hospitais de Portimão e Lagos estão «a funcionar a meio-gás» durante o mês de Agosto e há […]

urgênciaAs urgências dos Hospitais de Portimão e Lagos estão «a funcionar a meio-gás» durante o mês de Agosto e há turnos sem qualquer médico escalado, alegou esta quinta-feira o deputado do PSD eleito pelo Algarve Cristóvão Norte.

A situação é negada pelo Centro Hospitalar do Algarve, que garante que não houve qualquer falha na escala.

O parlamentar algarvio baseia as suas alegações numa escala de serviço das urgências destas duas unidades do Centro Hospitalar do Algarve, datada de 5 de Agosto, onde se verifica que, no dia 26, sexta-feira, não há qualquer médico escalado para o turno da noite (20h00-8h00), como já teria acontecido no dia 14 de Agosto, no turno diurno.

Mas, segundo garantiu a administração do CHA ao Sul Informação, a escala em questão é um documento de trabalho interno «dinâmico e mutável, sendo revisto e objeto dos ajustamentos necessários para garantir a resposta assistencial adequada». E foi isso que aconteceu, em relação à planificação de Agosto, dizem.

«As escalas médicas do Centro Hospitalar do Algarve, nomeadamente em termos de resposta de urgência, têm sido asseguradas dentro da normalidade, sendo que, sempre que se verificam situação pontuais de falhas imprevisíveis, as mesmas são colmatadas por mobilização interna de recursos, entres as unidades deste Centro Hospitalar, ou através do recurso à contratação de prestação de serviços médicos», assegurou o Conselho de Administração do CHA.

 

Escala Urgência Portimão Lagos Agosto 2016 CHA

Numa nota enviada às redações, Cristóvão Norte alegou que o serviço de Urgência de Portimão «apenas funciona a 60 por cento da capacidade definida para o Centro Hospitalar do Algarve para assegurar a resposta assistencial adequada», enquanto o de Lagos está a trabalhar «a 75 por cento».

«Trata-se de uma situação grave e indesejada, a qual deve ser prontamente resolvida», defendeu o deputado social-democrata.

Cristóvão Norte aproveitou para relembrar o compromisso assumido pelo ministro da Saúde Adalberto Campos Fernandes de que os principais problemas do Serviço Nacional de Saúde do Algarve estariam resolvidos em Maio e que os hospitais do algarvios não entrariam no Verão com «dificuldades inaceitáveis». Em Julho, o secretário de Estado da Saúde Manuel Delgado afirmou que o Algarve tinha «o Verão assegurado», em termos de saúde.

«Os factos desmentem rotundamente tal compromisso. O Centro Hospitalar do Algarve tem, infelizmente, menor produção assistencial, por comparação com o mesmo período do ano transato, segundo dados oficiais», assegurou o parlamentar do PSD.

E dá vários exemplos, nomeadamente a «redução do total de consultas médicas, a redução de 12,5 por cento das intervenções cirúrgicas programadas e de 25 por cento nas urgentes, uma redução de 3,3 por cento dos doentes saídos do internamento, uma redução de 7,5 das primeiras consultas, o que equivale a mais listas de espera e uma redução de mais de 4 milhões no orçamento do Centro Hospitalar do Algarve».

«Os custos de medicina são caros. O Estado assume os encargos nas Universidades públicas que todos pagamos com os nossos impostos. Se a situação não se resolve, em último caso, tem que se estabelecer um regime que obrigue a um prazo de exercício da profissão onde o Estado decidir para levar a saúde onde se precisa que ela esteja», defendeu Cristóvão Norte.

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