Vêm aí os radares de velocidade fixos na EN125

A EN125 vai ter três radares de velocidade fixos, que serão instalados até ao final do primeiro trimestre de 2017 . […]

radar velocidadesA EN125 vai ter três radares de velocidade fixos, que serão instalados até ao final do primeiro trimestre de 2017 . Esta é uma das medidas para diminuir a sinistralidade daquela que é, a nível nacional, a estrada «mais perigosa que temos», de acordo com o secretário de Estado da Administração Interna.

A colocação dos radares foi ontem anunciada por Jorge Gomes, que esteve na sede da Comunidade Intermunicipal di Algarve (AMAL) para homologar o protocolo entre a ANSR e os municípios algarvios, para a criação de um Plano Regional de Segurança Rodoviária.

Para o secretário de Estado, a EN125 é «extremamente preocupante. A 125 é conhecida no país todo, neste momento, como a mais perigosa que temos. As outras “estradas da morte” já não o são, felizmente. Já são autoestradas».

SE Administração Interna Jorge GomesPor isso, a EN125 vai receber três dos 50 radares que serão instalados em todo o país até Março de 2017. «Vamos colocar três radares fixos, ou melhor, são caixas de radar. Depois, ou tem o radar lá dentro, ou não. Há quem diga que, como os radares são fixos, toda a gente sabe onde estão e então andam mais devagar. Mas é isso que nós queremos, que as pessoas andem mais devagar. Se andarem mais devagar de cinco em cinco quilómetros, ou de dez em dez quilómetros, atingimos o objetivo. As pessoas vão ter que abrandar para não serem apanhadas em excesso de velocidade», explicou Jorge Gomes.

No entanto, para o secretário de Estado, o efeito prático desta medida no Algarve não será tão evidente como noutros pontos do país, porque a maior parte dos condutores que vão passar pelos radares não é portuguesa, logo será difícil que venha a pagar a multa.

«O levantamento do auto é imediato, vai direto à ANSR, mas vamos ter um problema, porque 50% de condutores [que utilizam a 125] não são nacionais, logo o efeito prático não vai ser grande».

Ainda assim, o governante diz que «pode ser que se consiga reduzir alguma coisa» a nível de sinistralidade.

 

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