Selma Uamusse e Shantel também estarão num MED 2016 cheio de novidades

A moçambicana Selma Uamusse e o alemão com uma “costela” dos balcãs Shantel eram os dois nomes do cartaz do […]

Selma UamusseA moçambicana Selma Uamusse e o alemão com uma “costela” dos balcãs Shantel eram os dois nomes do cartaz do MED ainda por revelar, mas o seu anúncio esteve muito longe de ser a única novidade que foi dada a conhecer, no evento de apresentação oficial do programa do festival de música do mundo de Loulé, que se realizou ontem, sexta-feira, no Cine-Teatro Louletano.

O Festival MED propriamente dito vai decorrer de 30 de Junho a 2 de Julho no centro histórico de Loulé, mas a festa em torno do evento vai começar logo no dia 26 de Junho e prolonga-se até 3 de Julho, com algumas iniciativas paralelas, parte das quais inovadoras. Ao todo, o público poderá contar com 55 concertos,  protagonizados por mais de 250 músicos de 18 nacionalidades distintas.

Em Março, na Bolsa de Turismo de Lisboa, o presidente da Câmara de Loulé Vítor Aleixo já havia assegurado que haveria inovações. «Mantendo-nos fiéis ao conceito e filosofia, o evento terá notas de novidade, porque gostaríamos de fazer um upgrade naquilo que ele tem sido até agora. Queremos inovar, sem nos afastarmos do que tem sido a filosofia do festival», lançou o edil.

Ainda assim, poucos antecipariam quão vasto seria o upgrade. Em 2016, há mais um palco, mudanças mais ou menos substanciais no conceito de alguns dos palcos secundários e haverá espaço para outras expressões culturais, além da música, como a poesia e cinema do mundo.

O melhor é, mesmo, começar pelo que não muda. Os três palcos principais – Cerca, Castelo e Matriz – vão manter-se nos mesmos moldes, até tendo em conta o sucesso das anteriores edições, que valeram a nomeação do MED para vários prémios.

Shantel

Ontem, ficou a conhecer-se o alinhamento dos diversos dias, o que permite, desde já, fazer planos. No primeiro dia, 30 de Junho, atuam no Palco Cerca «Dona Onete» (Brasil), Moh! Kouyaté (Guiné-Conacri) e Mbongwana Star (Congo). Ao palco Castelo sobem Isaura, Otava Yo (Rússia) e Raquel Bulha. Os concertos no Palco Matriz, no primeiro dia, serão de António Zambujo e Shantel (Alemanha).

No dia 1 de Julho, o palco Cerca abre com Aldina Duarte, seguindo-se a atuação de Hindi Zahra (Marrocos/França), e de Emicida (Brasil). Paralelamente, estarão a acontecer no Castelo os concertos de Marafona, Fandango e Chico Correa (Brasil). Ao palco Matriz sobe Ana Tijoux (Chile) e Danakil (França).

No terceiro dia, 2 de Julho, o MED contará, no palco Cerca com Blick Bassy (Camarões), Sonido Gallo Negro (México) e Alo Wala (Dinamarca/Noruega/EUA). No palco Castelo, atua Selma Uamusse (Moçambique), que protagonizou o concerto de apresentação do Cartaz MED 2015, há cerca de um ano, e Capicua. A Matriz fecha com os concertos de Tinariwen (Mali), Dubiosa Kolektiv (Bósnia-Herzegovina) e Rocky Marsiano.

Os restantes concertos acontecem nos palcos secundários, dos quais se mantêm sem alterações o Palco Fado e o MED Classic (Igreja Matriz). No primeiro, será feita uma homenagem a um estilo musical reconhecido como Património da Humanidade, com atuações de artistas locais. Neste palco, também haverá, todas as noites, sessões de poesia dos diferentes países representados na edição deste ano do festival.

Já nos demais palcos secundários, há inovações, como contou Carlos Carmo, adjunto de Vítor Aleixo na Câmara de Loulé e coordenador do festival, na apresentação que decorreu ontem, antes da atuação de Teté Alhinho.

O palco Bica mantém-se, mas passa a ser programado pela Casa da Cultura de Loulé. O Bar Bafo de Baco, que foi responsável pelo alinhamento na Bica nas últimas edições, dá lugar à estrutura cultural local, mas não deixa de estar ligado ao evento.

O palco Arco, situado atrás da Igreja Matriz e junto à zona de restauração, vai mudar de configuração, «para se tornar mais interativo com as pessoas que estão nos restaurantes». Aqui, será dado espaço «a showcases e one man shows».

Ali perto, no Jardim dos Amuados, vai ser criado um oitavo palco (Jardim), a pensar «nos puristas da música do mundo». Aqui, serão mostradas músicas e danças tradicionais de vários países e será criado «um ambiente árabe». «Teremos bandas do Sudão, da Guiné Conacri, do Irão e até da Síria».

Festival MED 2015 - geral concerto

Sendo o MED um festival que, muito mais do que a música do mundo, pretende divulgar a cultura de diferentes nações, mantêm-se as vertentes do artesanato, gastronomia, exposições e, claro, animação de rua. Neste campo, vão surgir «palco improváveis, em locais inesperados, onde se poderá assistir a atuações de Cante Alentejano, teatro e muito mais».

Outra novidade é a introdução do cinema do mundo no festival. A sétima arte servirá como uma espécie de amuse bouche para o MED 2016, já que acontece nos dias 26, 27 e 28 de Junho. Esta aposta no cinema é feita em parceria com docentes da Universidade do Algarve e passa pela exibição de filmes em locais inesperados. «Não esperem vir aqui ao Cine-Teatro nem assistir a obras comerciais», avisou Carlos Carmo.

No dia 3 de Julho, volta a realizar-se o Open MED, evento com entrada livre «em que se celebrará a Dieta Mediterrânica, com algumas surpresas». Destaque ainda para a programação «Off MED», que será garantida pelo bar Bafo de Baco e proporcionará uma alternativa musical aos que visitem Loulé nos dias do festival.

Ontem, quem esteve no Cine-Teatro Louletano já pode começar a sentir o espírito do MED, por via das mornas, coladeiras e de outros ritmos de Cabo Verde, transmitidos por Tété Alhinho. Um concerto que acabou com convidados especiais em Palco, da comunidade cabo-verdiana de Loulé e com o público a ajudar a cantar o clássico «Sodade», imortalizado por Cesária Évora.

Veja as fotos do concerto de apresentação do MED 2016:

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