Ministro da Saúde: Mortalidade por doenças cérebro-cardiovasculares está a cair, mas ainda há muito a fazer

A mortalidade por doenças cérebro-cardiovasculares em Portugal atingiu, em 2013, o valor mais baixo de sempre de 29,5%, mantendo uma […]

ministro da saúdeA mortalidade por doenças cérebro-cardiovasculares em Portugal atingiu, em 2013, o valor mais baixo de sempre de 29,5%, mantendo uma trajetória de descida nas últimas três décadas, anunciou ontem o ministro da Saúde, na sessão de abertura do Congresso Português de Cardiologia 2016 (CPC), que começou num hotel de Vilamoura.

Apesar desta evolução positiva, o ministro Adalberto Campos Fernandes sublinhou que as doenças cérebro-cardiovasculares continuam a ocupar o 1º lugar nas causas de morte dos portugueses com idade inferior a 70 anos e que ainda há muito trabalho a ser continuado no sentido da muito prevenção, educação e consciencialização da população.

A abertura da 37ª edição do CPC contou ainda com a presença do professor Valentin Fuster, do Hospital Mount Sinai, de Manhattan, Nova Iorque, e dos presidentes da Câmara de Loulé, Vítor Aleixo, da Sociedade Portuguesa de Cardiologia, Miguel Mendes, e da Sociedade Europeia de Cardiologia, Fausto Pinto.

Sob o lema “O Pulsar da Ciência, ao Ritmo do Coração”, o Congresso Português de Cardiologia prossegue até ao dia 26 de abril, sendo ponto de encontro e centro de discussão científica de todos os médicos envolvidos no seguimento de doentes da área cardiovascular.

 

Congresso Português de Cardiologia

Nuno Betterncourt, presidente da comissão organizadora do Congresso anunciou que “esta foi a edição mais participada de sempre do CPC com o maior número de inscritos e de trabalhos submetidos a concurso”.

A Sociedade Portuguesa de Cardiologia espera um congresso fortemente participado e multidisciplinar, com integração e partilha de conhecimentos entre as várias especialidades, e com um forte componente clínico.

Para tal foi criada uma linha mais formativa, de atualização acerca do “Estado da arte” à luz da nova evidência, com aplicação imediata na prática clínica.

Simultaneamente, numa perspetiva de alargamento do programa às novas gerações, foi criado o pacote “O meu primeiro CPC” que tem como destinatários estudantes do 6º ano de Medicina, internos do ano comum e internos do primeiro ano da especialidade, que pretendam participar no congresso, beneficiando de condições financeiras favoráveis.

O programa científico, onde se inscrevem temas de grande atualidade, variados e que interessam à globalidade dos participantes, irá dar destaque, em cada área da cardiologia, às principais novidades da prática clínica.

O CPC2016 recebe convidados importantes da Cardiologia Mundial, de entre os quais se destacam os professores Valentin Fuster e Alain Carpentier, “pai” de muitas inovações na cardiologia.

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