Assunção Cristas já pensa nas Legislativas, que «ninguém sabe quando serão»

Assunção Cristas, candidata à liderança do CDS/PP, já está a pensar nas próximas Eleições Legislativas. Apesar do atual Governo ter […]

Assunção Cristas em Faro 2016_1Assunção Cristas, candidata à liderança do CDS/PP, já está a pensar nas próximas Eleições Legislativas. Apesar do atual Governo ter sido empossado há menos de três meses, a ex-ministra da Agricultura, defendeu, na reunião de ontem à noite com militantes e simpatizantes em Faro, que o seu partido «deve estar preparado», pois «ninguém sabe quando serão as próximas Legislativas».

A mensagem foi transmitida às cerca de 70 pessoas que se juntaram numa sala do Hotel Faro, esta quinta-feira, para participar em mais uma sessão de contacto com as bases do partido, que a candidata à liderança do CDS/PP tem vindo a promover e a levará a diversos pontos do país.

Na sua intervenção inicial, a única a que a comunicação social foi autorizada a assistir, Assunção Cristas não poupou críticas ao atual Governo PS, «apoiado por partidos da Esquerda radical», que acredita não garantir a estabilidade, falando mesmo em «recuos constantes dos parceiros de governação». E, lembra, «agora já vimos que não importa quem ganha as eleições, o que interessa é que um ou mais partidos consigam garantir 116, ou mais, deputados».

Apesar de ainda não conhecer na íntegra a proposta de Orçamento de Estado para 2016, que deve dar hoje entrada no Parlamento, Assunção Cristas antecipa-se e diz acreditar que o Governo irá falhar na promessa de redução de austeridade, «pelo que tem vindo a público».

«Anunciam que vão dar com uma mão, mas depois retiram com as duas. Será toda a classe média a pagar as concessões que António Costa está a fazer aos seus parceiros da Esquerda radical», considerou, lembrando o anunciado aumento do preço dos combustíveis.

Neste momento, Assunção Cristas é a única candidata assumida, mas até 20 de Fevereiro poderão surgir candidaturas alternativas, embora ninguém as tenha concretizado, até hoje. De resto, as sessões como a que foi promovida no Algarve não são de campanha interna, mas «no sentido de auscultar as pessoas», uma vez que a ex-ministra não apresentou ainda uma moção com o seu programa, algo que só fará após receber os contributos de militantes, mas também de simpatizantes e personalidades independentes que assim o desejem.

José Pedro CaçorinoEssa foi, de resto, uma das principais mensagens transmitidas ontem. O líder regional do CDS/PP José Pedro Caçorino lançou a sessão, defendendo uma maior abertura do partido à sociedade civil  e que fossem «deixados cair alguns dogmas» pelos quais o CDS/PP tem regido a sua estratégia, «sem perder a ideologia e a identidade».

«O sucesso futuro do CDS/PP depende muito da capacidade que tiver de acolher independentes. O CDS não deve nem tem de ser um partido agarrado a chavões ideológicos. Deve abrir-se à sociedade», defendeu.

Uma mensagem reforçada por Assunção Cristas, que, além de defender a abertura do partido à sociedade, considerou que «a doutrina é importante, mas é preciso atender aos problemas concretos das pessoas».

A sessão foi, de resto, aberta a independentes que quisessem contribuir para a discussão. Mas o debate com vista à abertura do partido à sociedade ficou fechado dentro de quatro paredes, já que, após os discursos iniciais, a comunicação social foi convidada a sair da sala, para que a conversa só chegasse aos ouvidos dos militantes e simpatizantes.

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