Birdwatchers ingleses doam mil euros para ajudar campanha da SPEA

Um grupo de birwatchers britânicos que passou férias em Portugal deu um contributo monetário de mil euros para a campanha […]

Honeyguide group in Castro MarimUm grupo de birwatchers britânicos que passou férias em Portugal deu um contributo monetário de mil euros para a campanha «Diga não aos passarinhos no prato e na gaiola», coordenada pela  Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA).

Os turistas que fizeram o donativo vieram ao Algarve através da empresa Wildlife Holidays England, sediada em Norwich, que começou a operar em Portugal em 2005.

Desde então, já contribuiu com mais de 4974 libras (cerca de 7 mil euros) para a causa da SPEA. O total de contribuições para fins de conservação de todas as férias da Honeyguide ultrapassou as 100 mil libras (141 mil euros, ao câmbio atual), em 2015, estando, de momento, em cerca de 103,5 mil libras (mais de 146 mil euros).

A campanha que foi apoiada por este grupo específico de observadores de aves, que visitou o Algarve e o Alentejo recentemente, visa «chamar a atenção para um problema ilegal, que tem vindo a crescer, relacionado sobretudo com a captura de aves para fins gastronómicos», segundo a associação portuguesa.

«A SPEA quer, assim, mudar as mentalidades e sensibilizar as pessoas para este problema. A associação quer também que a lei seja aplicada de forma mais eficaz», enquadrou.

O proprietário da Honeyguide, Chris Durdin, explica ainda que os preços de todos os pacotes de férias da Honeyguide incluem um donativo para a conservação da natureza. «Nós gostamos de contribuir para a protecção da vida selvagem do país que visitamos, uma vez que vamos usufruir dela. Estamos muito contentes por ter esta parceria de longa data com a SPEA em Portugal», segundo o responsável por esta empresa.

«Este donativo será usado para produzir folhetos para distribuir nas escolas locais, associações e em feiras. Queremos que as pessoas tenham consciência que capturar passarinhos é errado e ilegal e que devem alertar as autoridades quando se depararem com situações suspeitas», revelou, por seu lado, Domingos Leitão, da SPEA.

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