Estação arqueológica do Monte Molião abre portas e dá-se a degustar

A estação arqueológica do Monte Molião, em Lagos, vai estar de portas abertas a 26 de Agosto, quinta-feira, entre as […]

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Escavações arqueológicas no Monte Molião, perto de Lagos

A estação arqueológica do Monte Molião, em Lagos, vai estar de portas abertas a 26 de Agosto, quinta-feira, entre as 9h00 e as 12h00. O dia termina com mais uma ação performativa do ciclo «Cozinhando na Paisagem», desta vez tendo como pretexto o Monte Molião.

Trata-se da quinta edição das Jornadas de Portas Abertas, que se destinam a dar a conhecer as escavações realizadas neste sítio, que será a origem remota da cidade de Lagos.

O Monte Molião é uma pequena colina ovalada, localizada na margem direita da foz da ribeira de Bensafrim.

A investigação que, desde 2006, a UNIARQ (Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa) tem vindo a efetuar sobre o sítio, com o suporte financeiro da Câmara Municipal de Lagos, e cujos trabalhos contam com a coordenação da arqueóloga Ana Margarida Arruda, permitiu recolher importantes dados acerca das suas ocupações antigas (da Idade do Ferro e época romana).

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Escavações arqueológicas no Monte Molião, perto de Lagos

As arquiteturas domésticas e os muito abundantes materiais arqueológicos recuperados durante os trabalhos de campo evidenciam a integração de Monte Molião nas grandes rotas comerciais da antiguidade e a interação dos seus habitantes com outras comunidades humanas mediterrâneas.

Durante a tarde, está prevista uma conferência e projeção de um vídeo sobre este local, a ter lugar no Auditório dos Paços do Concelho Séc. XXI.

O dia termina com uma visita orientada à escavação, seguida de uma ação performativa «Cozinhando na Paisagem», integrada no projeto Palato, que aborda temáticas que colocam a Gastronomia de cada época em cruzamento com os hábitos alimentares da sociedade contemporânea.

Jorge Rocha, o artista responsável pelo projeto, revelou ao Sul Informação que o menu deste «Cozinhando na Paisagem», que apenas será revelado na hora, se inspira no «período romano» a que remontam as ruínas do Monte Molião, fazendo ainda uma «ponte» com a cidade de Lagos.

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Cozinhando na Paisagem – Fotografia © Ricardo Soares

A ação performativa gastronómica terá como convidada a arqueóloga Ana Margarida Arruda, sendo proposta a elaboração de «um menu inspirado tanto na época, como em dados e vestígios recolhidos sobre os hábitos alimentares da então população circundante».

As Jornadas de Portas Abertas do Monte Molião são organizadas pela Câmara Municipal de Lagos e contam com a colaboração da UNIARQ – Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa.

 

PROGRAMA:

♦ 9H00 às 12H00 | Monte Molião de Portas Abertas
Local: Monte Molião

♦ 16H00 às 17h30 | Conferência
Local: Auditório dos Paços do Concelho Séc. XXI

16h00 | Sessão de Abertura – Presidente da Câmara Municipal de Lagos – Maria Joaquina Matos

16h30 | Projeção do vídeo introdutório – Monte Molião: fragmentos de uma arqueologia em construção – Constança Gonçalves

16h45 | Monte Molião da Idade do Ferro à Antiguidade Tardia: longa duração e pequenas histórias – Ana Margarida Arruda

17h15 | Debate

♦ 18H00 | Visita orientada à escavação
Local: Monte Molião

♦ 18H30 | Cozinhando na Paisagem de Monte Molião – Ação performativa de Jorge Rocha

 

Ana Margarida Arruda

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Escavações arqueológicas no Monte Molião, perto de Lagos

Doutora em Arqueologia pela Universidade de Lisboa, onde também se licenciou, é professora na Faculdade de Letras de Lisboa e investigadora da UNIARQ (Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa), lecionando na licenciatura e nos cursos pós-graduados (mestrado e doutoramento).

A sua investigação centra-se, sobretudo, na Idade do Ferro, concretamente em temas relacionados com presença fenícia e grega na Península Ibérica, mas o mundo romano do centro e sul de Portugal é temática à qual se dedica.

É autora de três livros e de cerca de 200 artigos publicados em revistas especializadas nacionais e internacionais.

Participou em cerca de uma centena de reuniões científicas (Congresso, Colóquios, Conferências), em Portugal e no estrangeiro, na maioria das quais por convite, tendo sido membro da comissão científica de muitas delas.

Dirigiu cerca de 50 dissertações de mestrado e doutoramento.

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