Barra Energética de Querença ainda não está no mercado mas já ganha prémios

A Barra Energética de Querença – BEQ ainda não se encontra à venda, mas já ganha prémios e começa a […]

Barra Energética de Querença e os seus ingredientes baseA Barra Energética de Querença – BEQ ainda não se encontra à venda, mas já ganha prémios e começa a fazer dinheiro.

Este produto inovador, desenvolvido nos laboratórios de Engenharia Alimentar da Universidade do Algarve e ao qual o Projeto Querença deu um impulso determinante, mereceu o primeiro prémio no concurso «Valores do Território», lançado pela Associação In Loco.

O anúncio dos vencedores deste concurso foi feito esta terça-feira, numa sessão que decorreu no Pólo Museológico dos Frutos Secos, em Loulé. À Barra Energética de Querença, além da distinção de ser considerada a melhor candidatura, foram, igualmente, atribuídos 2 mil euros, um prémio dado pela Caixa de Crédito Agrícola do Algarve. As revistas Agrotec e Tecnoalimentar também se associaram à iniciativa, garantindo os demais prémios (não monetários).

O segundo prémio foi atribuído ao projeto «Azeitona Amiga do Coração», coordenado pela professora Célia Quintas, da UAlg. O terceiro foi ganho pelo projeto «Doce Fino do Algarve», cuja coordenadora foi a docente da universidade algarvia Alcinda Neves.

Houve ainda lugar a uma menção honrosa, para o artigo publicado na revista Agroalimentar sobre a valorização da aguardente de Alfarroba, pela investigadora Ludovina Galego.

Prova da Barra EnergéticaOs três primeiros classificados também ganharam o direito de publicar um artigo nesta revista especializada.

O primeiro classificado, além do prémio monetário, recebeu duas assinaturas anuais da revista Agrotec e Tecnoalimentar. O segundo classificado também terá direito a duas assinaturas anuais das mesmas revistas, enquanto o terceiro irá receber um conjunto de publicações e um cabaz de produtos locais.

O concurso «Valores do Território» realizou-se no âmbito das Jornadas Técnicas «Fruteiras Tradicionais do Algarve: Tradição e Inovação», que decorreram em Loulé, no final de 2014. A sua principal missão foi promover e reconhecer o mérito e excelência dos projetos de I&DT inovadores e passíveis de transferência para o mercado, ligados à produção, transformação e comercialização da Alfarroba, Amêndoa, Azeitona e Figo.

No caso da Barra de Querença, só falta mesmo a azeitona, para se fazer o pleno das fruteiras tradicionais focadas nas jornadas. A BEQ, como a designou o coordenador do Projeto Querença João Ministro, tem amêndoa, figo, alfarroba e mel como os seus elementos centrais.

Este projeto nasceu há muitos anos na Universidade do Algarve e teve agora o seu desenvolvimento final, num trabalho levado a cabo pelo investigador Romilson Brito, coordenado pela professora Margarida Vieira. Os três mil euros servirão, segundo a docente da UAlg, «para investir na fase de industrialização do produto».

Margarida Vieira a receber o prémio do Valores do Território 2014O incentivo financeiro chega da parte da Caixa de Crédito Agrícola (CCA), que não deixa de lado a possibilidade de ter uma relação futura com este projeto.

«A raiz da Caixa de Crédito Agrícola é a agricultura, temos estendido a nossa atuação a outros setores de atividade, mas a nossa ligação à raiz está sempre presente», enquadrou Fernando Nunes, da Administração da CCA do Algarve, à margem da sessão.

«Sempre que existam estas iniciativas e produtos ligados à inovação, estaremos presentes no apoio a este tipo de concursos e, eventualmente, no apoio à concretização e financiamento dos projetos», disse.

No caso da Barra Energética de Querença, é um potencial investimento que se pode provar. «Este é um produto de futuro, pelas suas caraterísticas, porque faz bem…terá, com certeza, êxito. (…) Gostei muito da barra. Aliás, vou ter de ir já gastar energia. Acho que ainda vou subir o Cerro de São Miguel, hoje», disse Fernando Nunes, a rir.

 

BEQ já tem imagem e começará a ser comercializada em breve

Romilson Brito junto da nova imagem da BEQO projeto que venceu o prémio «Valores do Território 2014» está já numa fase avançada de desenvolvimento. A ideia já ultrapassou, em definitivo, as paredes dos laboratórios de Engenharia Alimentar da UAlg e a transferência de tecnologia está a ser consumada, numa parceria que envolve a universidade, o Projeto Querença e o empresário Michael Guerreiro, proprietário da Confeitaria Algarvia, em Loulé.

Depois de uma fase de testes, de confeção do produto e de embalagem, já está tudo pronto para a sua comercialização. A BEQ até já tem uma imagem definida, pensada pela equipa do Projeto Querença e desenhada por Luís Caracinha.

Também certa, é a presença da barra em eventos desportivos. A Câmara de Loulé, que também foi parceira das jornadas Técnicas «Fruteiras tradicionais do Algarve», vai dar um impulso ao projeto, ao associar este produto às iniciativas de Loulé Cidade Europeia do Desporto.

Uma aposta segura, tendo em conta o testemunho de Bruno Rodrigues, da equipa Algarve Trail Runnning e organizador de eventos desta modalidade no Algarve. «Esta barra tem tudo o que é preciso: açucares de absorção rápida, lenta, proteínas e sais minerais…é perfeita», considera o atleta.

«Pediram-me para a provar e eu adorei. Dei-a a provar a outros atletas, em provas em que participei e todos gostaram muito», acrescentou Bruno Rodrigues.

 

 

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