Muita gente na despedida ao pescador de Olhão que morreu em naufrágio (com fotos)

Cerca de duas centenas de pessoas despediram-se, esta tarde, de Jorge Serra, o pescador de Olhão que morreu num naufrágio, […]

Funeral_Jorge Serra_Olhão_3Cerca de duas centenas de pessoas despediram-se, esta tarde, de Jorge Serra, o pescador de Olhão que morreu num naufrágio, na passada terça-feira, na Barra da Armona.

O funeral da única vítima mortal do acidente juntou muita gente, entre familiares, amigos e colegas de profissão, na Capela do Siroco, no bairro olhanense com o mesmo nome.

Jorge Serra, nascido em 1968, tinha 46 anos, feitos a 22 de outubro de 2014, apenas seis dias antes de morrer. Foi hoje a enterrar, no Cemitério Municipal 16 de Junho, de Olhão.

O acidente aconteceu no dia 28 de setembro, pelas 6h30, quando o malogrado mestre da embarcação de pesca local à ganchorra «Patrício» tentava fugir à forte rebentação que se fazia sentir no local do acidente, aquela hora.

Segundo a descrição do armador do barco acidentado, Jorge Serra estaria a tentar regressar a terra, por considerar que não era seguro tentar passar a rebentação, mas foi apanhado por um golpe de mar, que virou o barco. Tanto a vítima mortal como o outro tripulante do barco, que ficou ferido, tinham colete de salvação e estavam a cumprir todos os requisitos de segurança.

O acidente abalou a comunidade piscatória local, que defende que este podia ter sido evitado caso as dragagens desta barra, também conhecida pela Barra do Lavajo (ou Lavage) já tivessem sido feitas, como exigem há muitos anos. O assoreamento do canal usado pelos barcos para se fazer ao Oceano, aliado ao mau tempo, são apontados pela associação de armadores Olhãopesca como os fatores que podem explicar o acidente de Jorge Serra, um mestre experiente.

«Agora, há a lamentar mais uma vida ceifada», ilustrou, na altura, o sindicalista Josué Marques.

O registo fotográfico do último adeus a Jorge Serra:

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