Chuva, nevoeiro e frio receberam 3ª etapa da Volta a Portugal

Foi com chuva, nevoeiro e frio que a Serra do Larouco, em Montalegre, recebeu, pela primeira vez, uma etapa da […]

vencedor_etapa2_peqFoi com chuva, nevoeiro e frio que a Serra do Larouco, em Montalegre, recebeu, pela primeira vez, uma etapa da prova rainha do ciclismo português.

Nos últimos quilómetros, até atingir o segundo ponto mais alto de Portugal continental, situado na região transmontana, o inverno mais rigoroso tomou conta da 76ª Volta a Portugal Liberty Seguros e só palavras não descrevem completamente a intempérie que se abateu sobre a corrida.

Daí que o novo líder, Gustavo Veloso (OFM/Quinta da Lixa), quando chegou ao fim se referisse a um dia épico. “É uma daquelas etapas que ajudam as pessoas a compreender melhor e a valorizar o esforço que nós, ciclistas, fazemos. Foi uma etapa com muito vento, frio e chuva. Tive sempre a preocupação de ter a roupa seca e comida”.

Gustavo Veloso admitiu ainda que não perseguia a liderança. “Não tinha obsessão em vestir a Amarela já, nesta altura, mas como surgiu agora não ia dizer que não. Agora temos de analisar a classificação com cabeça mais fria e perceber a posição dos rivais. Queremos levar a camisola até Lisboa”.

 

João Pereira_peqJoão Pereira dá nas vistas na 3ª etapa
João Pereira, da formação luso-angolana Banco BIC/Carmim/Tavira, trabalhou arduamente na frente da corrida e pontuou em duas contagens de montanha. Pereira encontra-se agora em terceira posição na classificação geral de montanha.

Amaro Antunes foi o atleta mais rápido da equipa Banco BIC/Carmim/Tavira, ao chegar à Serra do Larouco, na 16ª posição, a 27 segundos do vencedor David Belda (Burgos BH).

Na tabela geral individual, é também Amaro Antunes quem sobe mais alto no que respeita ao grupo tavirense, na 18ª posição, a 1 minuto e 2 segundos do novo líder, o espanhol Gustavo Veloso (OFM/Quinta da Lixa).

Segue-se David Livramento, em 19ª posição, a 1 minuto e 6 segundos do camisola amarela.

Mas o melhor ciclista de uma formação algarvia nesta 3ª etapa foi Hernâni Broco, do Louletano/Dunas Douradas, que terminou a difícil tirada na 11ª posição, com o mesmo tempo de vencedor. Broco é também o melhor “algarvio” na Geral, onde ocupa o 12º lugar.

 

Pequeno Grande Trepador Vence no Larouco
Com apenas 1,63m, o espanhol David Belda (Burgos/BH) comprovou no topo do Larouco as características de trepador, ao cruzar a linha de meta com 12 segundos de vantagem sobre Ricardo Mestre (Efapel/Glassdrive) e Gustavo Veloso.

Com esta classificação, e com o facto do anterior comandante, Victor de La Parte (Efapel/Glassdrive), ter integrado o grupo que gastou mais 27 segundos que o vencedor, a Volta 2014 conheceu ao quarto dia um novo líder.

 

O algarvio Ricardo Mestre, seguido por Gustavo Veloso
O algarvio Ricardo Mestre, seguido por Gustavo Veloso

Estreia com mau tempo e muita montanha
A etapa deste sábado era uma das mais aguardadas da Volta a Portugal em bicicleta. Com cinco Prémios de Montanha, um deles de 1ª Categoria, a coincidir com a meta final, esperava-se uma tirada muito competitiva entre os trepadores e principais favoritos ao triunfo final.

Ainda não estavam percorridos 20 quilómetros desde a saída de Viana do Castelo e já nove corredores estavam a sair do pelotão.

Do grupo evidenciou-se Dmitri Sokolov (Lokosphinx). Depois de garantir o primeiro Prémio de Montanha do dia, o russo decidiu atacar com o objetivo de conquistar tudo o que estava pela frente.

Quis desde logo ganhar distância para o pelotão e conseguiu ter vantagem de quase sete minutos. Atento, António Carvalho (LA Alumínios/Antarte) que não queria perder a liderança do Prémio da Montanha e a Camisola Azul decidiu sair do pelotão e partir em busca do russo.

O algarvio João Pereira na roda de António Carvalho, que não queria perder a camisola azul da montanha
O algarvio João Pereira na roda de António Carvalho, que não queria perder a camisola azul da montanha

Na roda do homem da formação de Paredes, seguiu João Pereira (Banco BIC/Carmim). A luta pelo título de Rei da Montanha atingiu o auge com a tentativa de António Carvalho e João Pereira alcançarem o corredor russo Dmitri Sokolov.

Mesmo com o segundo lugar no quarto Prémio de Montanha do dia, o corredor da LA Alumínios/Antarte conseguiu manter por apenas um ponto a Camisola Azul.

Anulados os fugitivos, foi um pelotão compacto, ou melhor o que restava dele, que atacou a subida à Serra do Larouco. Entre a chuva batida a vento e o nevoeiro surgiu David Belda como vencedor do dia que não saboreou a cerimónia de pódio, adiada pela organização devido ao mau tempo. Este domingo, antes da partida de Boticas os heróis da mítica tirada vão finalmente receber os aplausos e os beijos da vitória.

 

4ª Etapa – 3 agosto
Boticas – Mondim de Basto (Sra. da Graça) (192,5 Km)
Neste domingo, escreve-se o primeiro capítulo de Boticas na Volta a Portugal em bicicleta.

Envolvida pelo xisto e granito da agreste Serra de Barroso, no distrito de Vila Real, a vila estreia-se numa etapa decisiva que vai terminar na difícil subida à Sra. da Graça, em Mondim de Basto.

A partida será dada perto do meio dia e a chegada está prevista para as 17h30.

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