O céu de Julho, o mês em que a Terra atinge o afélio

Este mês de observações astronómicas arranca no dia 1 com Vénus a 4 graus a norte de Aldebarã, a estrela […]

Esquerda-céu-a-sudoeste-pelas-zero-horas-da-madrugada-de-diaEste mês de observações astronómicas arranca no dia 1 com Vénus a 4 graus a norte de Aldebarã, a estrela mais brilhante da constelação do Touro.

Aldebarã é uma estrela gigante alaranjada que, contrariamente ao Sol, já esgotou todo o hidrogénio do seu núcleo. O seu nome provém do árabe “al-dabarān” que significa “aquela que segue”, pois, ao longo da noite, ela parece seguir o aglomerado estelar do Sete-Estrelo.

Perto das 24 horas (hora continental) de dia 3, o nosso planeta atinge o seu afélio, o ponto da sua órbita mais afastado do Sol.

Apesar disso, como por estes dias o hemisfério Norte se encontra voltado para o Sol, ele recebe mais energia solar nesta altura do ano do que aquela que recebe em janeiro, aquando da maior aproximação da Terra ao Sol.

Desta maneira, no hemisfério Norte o verão ocorre quando o nosso planeta está mais afastado do Sol.

Este mês o quarto crescente terá lugar no dia 4.

Autor: Fernando J.G. Pinheiro (CGUC)
Ciência na Imprensa Regional – Ciência Viva

Figura 1: Esquerda céu a sudoeste pelas zero horas da madrugada de dia 6 e posição da Lua por volta da mesma hora no dia 8. Direita céu a este pelas 5 horas da madrugada de dia 16. Igualmente são visíveis a posição da Lua e de Vénus na madrugada de dia 26.
Figura 2: Céu a sudoeste pelas 3 horas da madrugada da madrugada de dia 29. Igualmente é visível o radiante da chuva de meteoros das delta Aquarídas.

Durante este mês, a Lua passará à frente de dois planetas: Marte no dia 6 e Saturno no dia 8. Infelizmente estas ocultações apenas serão visíveis em parte do Oceano Pacífico e da América Latina.

Por volta do meio-dia de dia 12, tem lugar a Lua Cheia, e na noite do dia seguinte iremos encontrar Marte a pouco mais de um grau a Norte da estrela Espiga, a estrela mais brilhante da constelação da Virgem.

Céu-a-sudoeste-pelas-3-horas-da-madrugada-da-madrugada-de-dia-291Esta é uma estrela gigante azulada que apresenta pequeníssimas variações de brilho. Os astrónomos usam estas variações de brilho para estudar as propriedades desta estrela.

Dia 16 dar-se-á a maior aproximação deste mês entre Mercúrio e Vénus (estando a cerca de 6 graus um do outro). Os dois planetas apresentar-se-ão este mês como estrelas da manhã. Já na madrugada de dia 19 irá ocorrer o quarto minguante.

No dia 24 a Lua passará a cerca de 4 graus a Sul de Vénus.

Igualmente nesta data Júpiter encontrar-se-á em conjugação com o Sol, isto é numa direção muito próxima à deste astro. Assim por estes dias ser-nos-á impossível observar o maior planeta do Sistema Solar.

A Lua Nova tem lugar na noite de dia 26, e duas noites depois dar-se-á o pico de atividade da chuva de meteoros das delta Aquarídas.

De notar que a vintena de meteoros por hora que se espera no máximo para locais realmente escuros, ficará muito aquém das chuvas de estrelas mais intensas deste ano.

Para finalizar, não é demais recordar que o mês de julho marca o arranque do “Ciência Viva no Verão”, um programa de divulgação científica que, entre outras coisas, inclui diversas atividades no âmbito da Astronomia.

Boas observações!

 

Autor: Fernando J.G. Pinheiro (CGUC)
Ciência na Imprensa Regional – Ciência Viva

Figura 1: Esquerda céu a sudoeste pelas zero horas da madrugada de dia 6 e posição da Lua por volta da mesma hora no dia 8. Direita céu a este pelas 5 horas da madrugada de dia 16. Igualmente são visíveis a posição da Lua e de Vénus na madrugada de dia 26.

Figura 2: Céu a sudoeste pelas 3 horas da madrugada da madrugada de dia 29. Igualmente é visível o radiante da chuva de meteoros das delta Aquarídas.

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