Museu de Faro dedica exposição ao poeta ucraniano Tarás Shevtchenko

O Museu Municipal de Faro inaugurou este domingo uma exposição bibliográfica sobre o poeta ucraniano Tarás Shevtchenko, «considerado o fundador […]

O Museu Municipal de Faro inaugurou este domingo uma exposição bibliográfica sobre o poeta ucraniano Tarás Shevtchenko, «considerado o fundador da literatura moderna daquele país do leste europeu» e do qual se celebram, em 2014, os 200 anos do nascimento. Uma mostra que pode ser vista até 16 de março, nos Claustros do museu e que acontece numa altura em que a Ucrânia vive uma situação política tensa, realidade que não foi esquecida no lançamento da exposição.

O museu farense pretende, com esta iniciativa, dar «a merecida visibilidade a uma exposição biográfica sobre a vida e obra de Tarás Shevtchenko, por iniciativa da associação representativa da comunidade ucraniana residente em Faro». «Com uma vida marcada pela prisão e pelo sofrimento físico em defesa da pátria ucraniana, a sua intervenção artística é de um génio nem sempre recordado a preceito fora do seu país», acrescentou a Câmara de Faro.

Durante a inauguração da mostra, o presidente da autarquia farense lembrou a situação que se vive na Ucrânia e apelou «à paz e concórdia entre os povos do Leste Europeu».

Rogério Bacalhau fez questão de mandar «uma mensagem de ânimo e concórdia a todas as comunidades imigrantes residentes no concelho, em especial à russa e à ucraniana, que sempre têm mostrado bom senso e amizade». «Faço votos de que este exemplo de paz e entendimento entre os povos se propague desde Faro e chegue até às autoridades com responsabilidades, para que se alcance uma resolução pacífica do conflito, terminando assim com este período de grande tensão que a todos espanta e preocupa», disse o edil.

Quanto ao poeta homenageado, «mais do que um ícone ucraniano, Shevtchenko mantém-se bem vivo como um símbolo mundial de paz e concórdia que todos devemos recordar nestes dias de grande tensão».

«Com o seu exemplo de sofrimento, experimentado nas agruras do exílio às mãos da aristocracia czarista, Shevtchenko não deixou de produzir prolífica obra artística, onde se destacam os poemas épicos de exaltação da alma ucraniana», disse Rogério Bacalhau.

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