Cordão humano com mais de 400 levou fraldas e almofadas de prenda para Pedro Nunes

Uma almofada, fraldas descartáveis, luvas, agulhas e linhas, desinfetante, ligaduras, gaze, uma caixa de primeiros socorros. Estas foram as prendas […]

Uma almofada, fraldas descartáveis, luvas, agulhas e linhas, desinfetante, ligaduras, gaze, uma caixa de primeiros socorros. Estas foram as prendas que os manifestantes levaram este sábado para entregar a Pedro Nunes, presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Algarve, durante o cordão humano que reuniu cerca de 400 pessoas, frente ao hospital de Portimão.

«E se o senhor dr. Pedro Nunes quiser mais, ele que diga que a gente vai ali comprar mais aos chineses», prometia a senhora que transportava o saco das prendas, arrancando uma salva de palmas aos manifestantes.

“Pedro Nunes demite-te e leva o Paulo Macedo contigo”, “Sr. Pedro Nunes – a dignidade do ser humano sofredor está em primeiro lugar. Desapareça, vá para a sua terra”, “Pedro Nunes deixa o Algarve em paz e vai para Lisboa”, ou “Não à morte do Hospital, que o cemitério está cheio” eram algumas das palavras de ordem visíveis nos cartazes empunhados pelos participantes no protesto organizado pelo Movimento de Cidadãos pela Defesa dos Serviços Públicos de Saúde do Algarve.

Entre muitos utentes vindos desde Albufeira a Vila do Bispo e Aljezur, passando por Lagos, Lagoa Monchique e Portimão, viam-se alguns médicos, enfermeiros e demais pessoal do hospital, bem como autarcas, com destaque para Isilda Gomes, Vítor Aleixo e José Amarelinho, presidentes das Câmaras Municipais de Portimão, Loulé e Aljezur, respetivamente.

Isilda Gomes sublinhou que “a Cardiologia tem falta de médicos”, as Urgências funcionam “sem o apoio de especialistas”, havendo ainda problemas “graves” em valências como a Ortopedia, a Obstetrícia e a Pediatria.

“O Algarve é uma região turística, que precisa de oferecer os melhores cuidados de saúde possível, não só à sua população, como a quem nos visita”, acrescentou a presidente da Câmara de Portimão.

José Amarelinho, edil de Aljezur, salientou que o Algarve “precisa de mais dinheiro para a Saúde, precisa de mais médicos, de mais camas e não precisa de fechar mais extensões de saúde”, lamentando ainda que, duas semanas depois de os 16 autarcas algarvios reunidos na AMAL terem pedido uma audiência ao ministro da Saúde ainda não tenham sequer recebido resposta.

Quanto a Vítor Aleixo, presidente da Câmara de Loulé, contestou a “política absolutamente agressiva” que tem estado a ser seguida na Saúde e que, no Algarve, tem levado ao “desmantelamento” de serviços.

O Cordão Humano, onde participaram também os três autarcas, de mão dada, deu a volta à rotunda do hospital de Portimão, tendo interrompido o trânsito durante alguns minutos, e depois circulou pelo interior do perímetro da unidade de saúde, com muitas pessoas a empunhar cartazes e faixas com palavras de ordem.

O Cordão Humano foi convocado pelo Movimento de Cidadãos pela Defesa dos Serviços Públicos de Saúde do Algarve e pretende «lutar contra a degradação e pela defesa da saúde na região e exigir a demissão do Presidente e de todo o Conselho de Administração do CHA, assim como a demissão do Ministro da Saúde».

Este domingo, dia 2, antes da concentração junto ao Hospital de Faro, o Movimento promove «A Marcha pela Nossa Saúde», uma caravana automóvel entre Portimão e Faro, com saída do Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio às 14h30. Em Faro, a concentração está marcada para as 15h30.

 

Veja aqui mais fotos do Cordão Humano em Portimão.

 

 

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