Isilda Gomes: «Não excluo nenhuma possibilidade de acordo com os outros candidatos»

Isilda Gomes (PS), que esta noite ganhou a presidência da Câmara de Portimão, mas não conseguiu obter maioria absoluta, disse […]

Isilda Gomes (PS), que esta noite ganhou a presidência da Câmara de Portimão, mas não conseguiu obter maioria absoluta, disse ao Sul Informação não excluir «nenhuma possibilidade de acordo com os outros candidatos».

Os socialistas garantiram três lugares na vereação, mas ficam em minoria, com um lugar de vereador atribuído a cada um dos partidos da oposição – um para a coligação Servir Portimão, liderada por José Pedro Caçorino, um para o PSD, de Pedro Xavier, que ficou em terceiro lugar nas preferências dos portimonenses, um para o Bloco de Esquerda (João Vasconcelos) e um para a CDU (Nelson Freitas).

Antes das eleições, José Pedro Caçorino já tinha anunciado que não pretendia aceitar qualquer tipo de aliança. É por isso que, em declarações ao Sul Informação, Isilda Gomes acrescentou: «Se alguém se auto-exclui é sua responsabilidade, porque eu não excluo ninguém para conversar».

«Já houve dois presidentes que mesmo sem maioria fizeram um grande trabalho e tenho a certeza que vou fazer o mesmo», disse ainda a recém eleita presidente da Câmara de Portimão.

«Não tenho problemas em conversar, com pessoas democráticas, não tenho dúvidas que se trata de pessoas responsáveis com vontade de trabalhar em prol de Portimão. Não temos maioria mas isto também abre novas expetativas e possibilidades. Este resultado obriga a novos rumos, sou uma pessoa democrática e não será difícil encontrar pontos de encontro para melhorar Portimão», reforçou.

Sobre as políticas para o futuro, Isilda Gomes salientou que «o tempo do betão acabou, estamos bem servidos a esse nível, agora é consolidar a cidade, olhar para as pessoas desta cidade, tentar fazer isso. Apesar da situação financeira há muitas coisas que se podem fazer sem grande investimento ou grandes custos».

A vida dos socialistas em Portimão não vai ser nada fácil, uma vez que não tem maioria na Câmara, nem sequer na Assembleia Municipal.

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