Albufeira prestou homenagem ao cónego Carlos César Chantre

“Estamos aqui reunidos para prestar homenagem a uma pessoa que tem desenvolvido um vasto trabalho no concelho, principalmente em três […]

“Estamos aqui reunidos para prestar homenagem a uma pessoa que tem desenvolvido um vasto trabalho no concelho, principalmente em três grandes áreas: educacional, pastoral e social”. Foi com estas palavras que o presidente do Município José Carlos Rolo, deu início à cerimónia de homenagem ao cónego Carlos César Chantre, conhecido pela comunidade albufeirense como Padre César.

O autarca elogiou o percurso do cónego, que ocupou cargos regionais e nacionais, salientando a obra desenvolvida no concelho, nomeadamente no Centro Paroquial de Paderne, que acolhe crianças e idosos, na construção da Igreja de São José, em Ferreiras, e na gestão, desde 2008, do Centro Social da Quinta da Palmeira, onde também colocou em funcionamento as respostas sociais de creche e lar de 3ª idade.

“É com imensa satisfação que prestamos esta singela e justa homenagem, desejando que a nova missão seja profícua”, enalteceu José Carlos Rolo.

Presidente da Câmara de Albufeira, ladeado pelo cónego César Chantre e pela escritora Lídia Jorge e ainda pelos presidentes da Assembleia Municipal de Albufeira e da RTA, e executivo municipal

Perante uma plateia lotada e composta por membros do Executivo, Assembleia Municipal, Juntas de Freguesia e representantes de entidades militares, civis e religiosas, o Padre César Chantre recordou o dia em que chegou a Albufeira e foi recebido pelo seu colega e amigo, cónego José Rosa Simão, fazendo uma retrospetiva do caminho percorrido até aos dias de hoje.

“A obra que aqui foi feita só foi possível graças à força anímica das pessoas que me rodearam e apoiaram. Todos estes projetos já haviam sido sonhados por outros e foram colocados em andamento por um conjunto de pessoas, com destaque para a intervenção da Câmara Municipal de Albufeira. Eu apenas fui o rosto do trabalho de muita gente”, afirmou.

Visivelmente emocionado, o recém nomeado cónego confessou sentir-se triste por deixar Albufeira e a sua comunidade, mas prometeu nunca abandonar a família que aqui construiu: “um padre é para ser um missionário e eu parto numa nova missão, mas não esqueço esta família e esta casa que me acolheram durante todos estes anos”, rematou.

Para assinalar o momento, o presidente da autarquia ofereceu ao cónego uma escultura da Torre do Relógio, o ex-libris da cidade que possui grande significado institucional.

Na mesa de honra esteve também o presidente da Região de Turismo do Algarve e ex-presidente da Câmara de Albufeira, Desidério Silva, em virtude da relação de amizade que estabeleceu com César Chantre ao longo do seu percurso profissional, primeiro como vereador e depois como edil.

“Além da relação institucional que desenvolvi com o padre César enquanto autarca, estabelecemos também um laço de amizade enquanto cidadãos e eu, particularmente, enquanto pai”, salientou o ex-presidente da autarquia, evidenciando a importância do contributo do cónego na gestão dos vários equipamentos religiosos e sociais do concelho, já que “os edifícios nada são sem as pessoas e o Padre César encheu-os de humanidade e de bem fazer”.

O Padre Carlos César Chantre foi nomeado cónego no passado dia 29 de junho, pelo Bispo do Algarve D. Manuel Quintas, tendo tomado posse no dia 19 de julho. Brevemente irá iniciar funções na Paróquia de São Pedro, em Faro.

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