Estádio de São Luís encheu para ver o Farense subir à II Liga

Um estádio cheio, com cerca de 14 mil adeptos, empurrou este domingo o Farense para a promoção à II Liga, […]

Um estádio cheio, com cerca de 14 mil adeptos, empurrou este domingo o Farense para a promoção à II Liga, num jogo muito disputado e que teve emoção até ao apito final. O Farense venceu o Leiria por 2 a 1, volta aos escalões profissionais do futebol português, onde não militava há mais de 10 anos e é o Campeão da Zona Sul do Campeonato da II Divisão Nacional.

O Farense marcou bem cedo, aos 3 minutos, por Bruno Brandão e o ambiente que já era de festa ainda se tornou mais animado.

Os 14 mil adeptos presentes, com a claque dos South Side Boys em destaque, iam fazendo a festa. E houve diversas ocasiões para isso, pois só na primeira parte a equipa da casa viu dois golos anulados por fora de jogo e viu a trave negar o golo.

O Farense foi para o intervalo a vencer justamente, apesar de o Leiria ter dado boa réplica e também ter tido ocasião de marcar. No regresso do balneário, a equipa da casa continuou a mostrar que não queria sofrer e foi à procura do segundo. Mais uma vez, golo anulado por fora de jogo e bola no poste.

Os adeptos da casa desesperavam com o árbitro e com a relutância da bola em entrar novamente e os maiores receios confirmaram-se aos 75 minutos, altura em que Emiliano empatou o jogo.

Nesta altura, percebeu-se o que um estádio com tanta gente pode fazer para levar a equipa à vitória e o São Luís tornou-se um verdadeiro inferno. Aos 81, o árbitro marcou penalti a favor dos da casa e Ibukum não falhou.

O Leiria tentou reagir, mas o Farense soube gerir o resultado até ao fim, num jogo que teve 6 minutos de compensação.

Assim que o apito final soou, os adeptos invadiram o campo para festejar com os jogadores e equipa técnica.

 

«Com uma moldura humana destas não há investidor que resista!»

No final do jogo, o presidente do clube António Barão espelhava a emoção e alegria que se sentia em todo o Estádio. Logo após o apito final, o dirigente do Farense foi ter com Aníbal Guerreiro, benemérito do clube, para o abraçar e com ele festejar esta conquista, com lágrimas a correr pelas faces.

Aos jornalistas, António Barão afirmou o orgulho que sentia na equipa, que chegou a estar a sete pontos do Mafra, que liderou quase todo o campeonato, mas que conseguiu a promoção com uma ponta final de respeito, com seis vitórias consecutivas.

Agradeceu ainda a Aníbal Guerreiro, o homem que «o trouxe para o Farense» e sem o qual «esta subida não seria possível».

Com a promoção aos escalões profissionais, o Farense enfrenta outros desafios, financeiros e desportivos. No que toca aos últimos, António Barão considerou que o lugar do clube «é a I Liga», mas foi mais cauteloso na hora de traçar nova subida como objetivo na próxima época.

Já no que toca aos desafios financeiros, António Barão não hesita: «Com uma moldura humana destas não há investidor que resista!»

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