Cineclube de Faro leva «Linhas de Wellington» à universidade na sexta-feira

O filme «Linhas de Wellington», de Valeria Sarmiento, vai ser exibido na próxima sexta-feira, dia 14, às 21h30, no Grande […]

O filme «Linhas de Wellington», de Valeria Sarmiento, vai ser exibido na próxima sexta-feira, dia 14, às 21h30, no Grande Auditório do Campus das Gambelas da Universidade do Algarve. A sessão é organizada pelo Cineclube de Faro em colaboração com a universidade.

O filme, produzido por paulo Branco recria a Batalha do Buçaco de 27 de Setembro de 1810 e a heroica resistência da aliança Luso-Britânica comandada pelo General Wellington que resultou, às portas de Torres Vedras na derrota e retirada das tropas de Napoleão, comandadas pelo General Massena, naquela que foi a terceira e última tentativa de invasão de Portugal pelas forças Francesas.

Além de ser um dos filmes em competição no Festival de Veneza, «Linhas de Wellington» foi escolhido para fazer parte da seleção oficial de alguns dos mais conceituados festivais de cinema do mundo, como os de Nova Iorque, Londres e Toronto.

O elenco desta co-produção portuguesa e francesa conta com muitos atores nacionais, mas também com destacadas “estrelas” do cinema internacional, como Catherine Deneuve e John Malkovich.

Nuno Lopes, Soraia Chaves, Victória Guerra, Carloto Cotta, Afonso Pimentel, Adriano Luz e Albano Jerónimo são alguns dos atores portugueses que fazem parte do elenco, a que se juntam Michel Piccoli, Isabelle Hupert, Chiara Mastroiani e Mathieu Almariac, entre outros.

A entrada na sessão custa 3 euros para membros da comunidade académica da UAlg e 4 euros para o público em geral. Para reservas, informações e venda antecipada de bilhetes contactar o número 289 827 627.

 

Sinopse:

«Em 27 de Setembro de 1810, as tropas francesas comandadas pelo marechal Massena, são derrotadas na Serra do Buçaco pelo exército anglo-português do general Wellington.

Apesar da vitória, portugueses e ingleses retiram-se a marchas forçadas diante do inimigo, numericamente superior, com o objetivo de o atrair a Torres Vedras, onde Wellington fez construir linhas fortificadas dificilmente transponíveis.

Simultaneamente, o comando anglo-português organiza a evacuação de todo o território compreendido entre o campo de batalha e as linhas de Torres Vedras, numa gigantesca operação de terra queimada, que tolhe aos franceses toda a possibilidade de aprovisionamento local.

É este o pano de fundo das aventuras de uma plêiade de personagens de todas as condições sociais – soldados e civis; homens, mulheres e crianças; jovens e velhos -, arrancados à rotina quotidiana pela guerra e lançados por montes e vales, entre povoações em ruína, florestas calcinadas, culturas devastadas.

Perseguida encarniçadamente pelos franceses, atormentada por um clima inclemente, a massa dos foragidos continua a avançar cerrando os dentes, simplesmente para salvar a pele, ou com a vontade tenaz de resistir aos invasores e rechaçá-los do país, ou ainda na esperança de tirar partido da desordem reinante para satisfazer os mais baixos instintos.

Todos, quaisquer que sejam o seu carácter e as suas motivações – do jovem tenente idealista Pedro de Alencar, passando pela maliciosa inglesinha Clarissa Warren, ou pelo sombrio traficante Penabranca, até ao vindicativo sargento Francisco Xavier e à exuberante vivandeira Martírio, convergem por diferentes caminhos para as linhas de Torres, onde o combate final deve decidir do destino de cada um.»

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