Versões contraditórias no caso da menina que terá ficado sem almoço em escola de Quarteira

A Câmara de Loulé anunciou hoje que foi aberto um inquérito ao caso da criança que alegadamente ficou sem almoço […]

A Câmara de Loulé anunciou hoje que foi aberto um inquérito ao caso da criança que alegadamente ficou sem almoço numa escola de Quarteira por os seus pais terem uma dívida à escola. A autarquia disse que iria aguardar pelas conclusões do procedimento, mas adiantou, num comunicado, que a versão do sucedido que foi publicada no jornal Correio da Manhã «não é totalmente coincidente com a versão da Direção da Escola» e da associação de pais, que garante que a menina comeu e ficou na sala de aula com a educadora.

A notícia que a escola EB1 nº2 de Quarteira teria recusado dar almoço a uma criança, obrigando-a a ver os colegas a comer, foi avançada pelo jornal diário na passada terça-feira, motivando uma onda de críticas ao sucedido. Na notícia, baseada em testemunhos de pais de outras crianças, que pediram o anonimato, era denunciado que a criança em causa foi sentada à mesa com os colegas, mas, ao contrário dos demais, ficou sem refeição. Tudo, por causa de uma dívida de 30 euros.

Uma decisão da direção da escola que até terá tido o aval da Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas Dra. Laura Ayres (APEESLA). Num comunicado, a associação disse que todos os pais estavam informados de que esta situação poderia ocorrer, mas rejeitaram que a criança tenha sido obrigada a ver os seus colegas comer e que tenha passado fome. «Nenhuma criança do agrupamento foi deixada a passar fome na escola. A mesma ficou na sala de aulas, acompanhada por uma Educadora, onde foi alimentada», disse, referindo-se à notícia do Correio da Manhã, que também denunciava que existiam casos semelhantes noutros estabelecimentos do Agrupamento de Escolas Laura Ayres.

Na versão da APEESLA, que também participou na reunião com a autarquia, a mãe da menina «foi contactada de manhã para que viesse à escola antes da hora de almoço para providenciar a refeição à sua filha». Mas apenas terá passado na escola «pelas 14 horas e a sua filha já tinha comido na presença da Educadora na sala de aulas».

Já a Câmara de Loulé lembrou que a autarquia «tem a responsabilidade pela transferência de verbas para as escolas do 1º ciclo do Ensino Básico e Jardins de Infância do Agrupamento de Escolas Dr.ª Laura Ayres, com vista ao apoio dos alunos carenciados e alimentação em refeitório», mas que a tutela «sobre o corpo de gestão e pessoal docente» é do ministério, daí o inquérito ter sido aberto pelos serviços do Ministério da Educação.

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