Câmara de Olhão vai ajudar famílias de mariscadores e viveiristas «dentro das suas competências»

O presidente da Câmara de Olhão garantiu ontem aos responsáveis das associações Formosa e OlhãoPesca que está a desenvolver os […]

O presidente da Câmara de Olhão garantiu ontem aos responsáveis das associações Formosa e OlhãoPesca que está a desenvolver os «esforços possíveis» para ajudar os mariscadores e viveiristas da Ria Formosa que há mais de um mês passam dificuldades devido à interdição da apanha de bivalves.

Francisco Leal pediu aos responsáveis destas duas organizações que forneçam rapidamente os elementos das famílias mais afetadas, de modo a que os serviços sociais do concelho – Município e associações de apoio social – «possam analisar quais as dificuldades e ajudar, dentro das suas competências, a minorar as carências de centenas de famílias».

O executivo da Câmara Municipal de Olhão afirma estar «atento desde o primeiro dia ao desenrolar do problema que afeta os viveiristas e que tem vindo a agravar-se em virtude do longo período de interdição da apanha de bivalves na Ria Formosa e em todo o litoral do Sotavento Algarvio».

«É uma questão social muito grave», afirmou ontem o edil Francisco Leal, no final de uma reunião com os responsáveis da Cooperativa de Viveiristas Formosa e da organização de produtores OlhãoPesca, Manuel Augusto da Paz e António da Branca, respetivamente.

Centenas de famílias residentes no concelho de Olhão já estão a ser afetadas devido à interdição da captura de bivalves há 39 dias, que se estende a toda a zona entre Faro e Vila Real de Santo António.

«Tem que se agilizar todo o processo, há famílias (muitas) a passar necessidades, inclusive a passar fome!», referiu o presidente da autarquia olhanense, lembrando mais uma vez que tem vindo a pressionar o secretário de Estado das Pescas «para que olhe de forma atenta e eficaz para este grave problema».

«Temos que ajudar os pescadores, mariscadores, viveiristas e as suas famílias atribuindo subsídios de forma célere e real. O Fundo de Compensação Salarial para os Profissionais da Pesca é demasiado burocrático e moroso», referiu o edil.

«Desde o primeiro dia que a OlhãoPesca tem acompanhado os pescadores na obtenção dos documentos necessários à atribuição dos subsídios em situações de calamidade porém, como todos nós sabemos, vai uma grande distância entre a necessidade premente das famílias e a rapidez dos ministérios e secretarias de Estado», acrescentou António da Branca, da OlhãoPesca.

«O facto de as análises serem efetuadas em Lisboa atrasa muitas vezes todo o processo. Por exemplo, no dia a seguir a uma recolha pode já não haver motivo para interdição», conclui.

Por seu turno, o presidente da Cooperativa de Viveiristas Formosa Augusto da Paz sublinhou que se repetem situações em que os empresários (viveiristas e armazenistas) adiantam dinheiro aos trabalhadores, tentando com esta atitude minimizar maiores calamidades. «Já não basta todos os sacrifícios que diariamente são colocados à população…», desabafou.

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