Luís Graça abre concelhia e escolha de candidato à Câmara aos militantes do PS de Faro

Unir os socialistas farenses, trazê-los de volta à vida partidária e, com a ajuda dos militantes, escolher o próximo candidato […]

Unir os socialistas farenses, trazê-los de volta à vida partidária e, com a ajuda dos militantes, escolher o próximo candidato do PS à Câmara de Faro são algumas das medidas que Luís Graça se propõe tomar caso seja eleito presidente da Concelhia de Faro do PS.

Luís Graça apresentou oficialmente a sua candidatura ontem, segunda-feira, na sede do PS/Faro, mas garantiu desde logo que não pretende, caso vença, ser candidato à Câmara.

Na sala, além de militantes socialistas farenses de peso, esteve também presente o presidente da Câmara de São Brás de Alportel António Eusébio, visto por muitos como o candidato ideal para enfrentar Macário Correia nas urnas em 2013. Mas, explicou o candidato à concelhia, o político socialista apenas marcou presença na condição «de coordenador do PS para as próximas autárquicas, na região» .

Antes de se falar em candidatos à autarquia, há ainda de saber quem vence a Concelhia de Faro, em eleições a decorrer a 1 ou 2 de junho. Mário Dias é o outro candidato.

Na disputa interna, Luís Graça adotou uma atitude unificadora e de continuidade. Se, por um lado, assumiu «por inteiro toda a história política e património ideológico do PS em Faro», também apontou para uma reunificação, após este embate.

«Este é o momento de refazer solidariedades, ligando internamente o que tem estado desunido, não em busca de qualquer unanimismo fictício, mas de uma equipa coesa, renovada e o mais abrangente possível», disse, no seu discurso de apresentação.

Aos jornalistas, lembrou, sobre esta sua intenção, que foi «apoiante de Francisco Assis», nas últimas eleições para Secretário Geral do PS, mas que hoje «está a 100 por cento com José António Seguro».

A escolha de um candidato à Câmara através do voto universal dentro da concelhia, «num processo que será concertado com a Federação e Secretário-Geral», será feita seguindo orientações do partido a nível nacional. Será também uma novidade ao nível da concelhia, que trará «maior transparência e democraticidade» à escolha.

 

Um «Novo Sentido»

 

Luís Graça avançou como candidato apoiado pelo lema «Novo Sentido» e pretende mudar a estrutura «política e organizativa» do PS/Faro, sem cortar com o passado. Para isso, propõe-se a promover uma maior ligação dos militantes, sejam dirigentes ou de base, nas atividades partidárias.

Para que isso seja uma realidade, o candidato promete, caso seja eleito, que «as reuniões da Comissão Política Concelhia serão abertas a todos os militantes».

Na primeira reunião deste órgão após a sua eventual eleição, «será aprovado um regimento» e «um calendário regular para que todos tenham acesso prévio e atempado conhecimento das reuniões ordinárias da Comissão Política Concelhia».

Esta inclusão no projeto político dos socialistas farenses não deverá ficar só pelos militantes. Luís Graça não vai esperar pelas eleições internas para promover uma série de encontros e debates «com destacados militantes e dirigentes do PS, bem como de figuras de relevo académico», abertos à população em geral.

«O primeiro terá lugar no próximo dia 16 de Abril, pelas 21 horas, com o antigo capitão de Abril, José Fontão», precisa uma nota de imprensa da candidatura.

Luís Graça, que até já foi jornalista, não descura a vertente da comunicação e quer criar um jornal eletrónico mensal, sobre a vida partidária. Esta publicação seria enviada «por correio eletrónico a todos os militantes e simpatizantes». Também defende uma maior presença nas redes sociais.

Outro dos pontos focados por Luís Graça foi o apoio à Juventude Socialista, que gostaria que se assumisse «como um ponto de encontro dos jovens farenses». A criação de um Observatório Político e Social é outra das propostas.

O candidato à concelhia assume a sua ambição de ganhar, primeiro na disputa interna e, mais tarde, nas autárquicas de 2013.

 

O currículo

Luís Graça tem 39 anos, 3 filhos, é funcionário do Instituto da Segurança Social e frequenta atualmente a licenciatura de Ciências da Comunicação da Universidade do Algarve.

Foi jornalista e adjunto dos presidentes das Câmaras Municipais de Lagos e de Faro.

É o militante número 23 175 do Partido Socialista, onde ingressou há mais de duas décadas.

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