Nova direção do Hospital de Faro promete tirar macas dos corredores no curto prazo

Os dias das macas estacionadas nos corredores das urgências do Hospital de Faro estão contados, bem como a imagem de […]

Os dias das macas estacionadas nos corredores das urgências do Hospital de Faro estão contados, bem como a imagem de «desumanidade» que esta prática passava para o exterior. A garantia foi dada esta quarta-feira pelo recém-empossado presidente do Conselho de Administração do Hospital de Faro Pedro Nunes e reforçada pelo ministro da Saúde Paulo Macedo.

O membro do governo passou o dia no Algarve e um dos pontos altos da visita foi a inauguração da Unidade de Convalescença do Hospital de Faro, uma nova ala com 20 camas, que será ampliada para poder receber 30 pessoas no futuro.

Este novo serviço vai libertar camas em diversos serviços e, desta forma, contribuir para uma maior disponibilidade dos mesmos em acolher pacientes vindos das urgências, que tenham de ficar em internamento.

Além desta unidade, Pedro Nunes anunciou «uma reorganização dos espaços, que dentro em breve porá fim ao cenário de macas nos corredores», bem como uma reestruturação dos serviços, tendo em vista maior eficiência.

A acompanhá-lo na direção, Pedro Nunes conta com Jorge Domingues Salvador, como diretor clínico, com os vogais executivos Luís Miguel Martins e Graça Palma Almeida e com José Fernando dos Santos, como enfermeiro-chefe.

À margem da sessão, Paulo Macedo considerou que mais do que o «papel muito importante» que a Unidade de Convalescença terá na melhoria das condições para os utentes, o novo serviço vem introduzir «mudanças na metodologia de trabalho».

O ministro garantiu ainda que não vão faltar medicamentos nos hospitais e lamentou «profundamente a atitude da Roche», que anunciou que iria cortar o fornecimento de medicamentos aos hospitais públicos por atrasos no pagamento. Paulo Macedo estranhou a decisão, numa altura em que «já tinha sido anunciado que se iria resolver parte dessas dívidas» no curto prazo.

Para o ministro da Saúde, não se podem esquecer «as centenas de milhões de euros» de receitas que a Roche teve ao longo dos anos nas relações com o Estado português, que considerou que deviam ter sido tidas em conta «numa altura em que vivemos uma urgência» ao nível financeiro.

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