Portimão: «Humanizar o centro da cidade revitaliza-o e torna-o mais seguro»

  «Não pode haver um centro urbano dinâmico sem jovens, empresários, equipamentos sociais e mais valias» defendeu Isabel Guerreiro, vereadora […]

 

«Não pode haver um centro urbano dinâmico sem jovens, empresários, equipamentos sociais e mais valias» defendeu Isabel Guerreiro, vereadora da Câmara Municipal de Portimão, no debate sobre o tema «Revitalizar Portimão – Perspetivas para o centro da cidade», promovido esta quarta-feira pela associação Teia d’Impulsos.

A autarca, uma das convidadas deste V episódio do ciclo de debates «Teia D’Ideias», que decorreu na Casa Manuel Teixeira Gomes, em pleno centro da cidade, acrescentou ainda que «pela Europa fora existem instrumentos de ordenamento mais flexíveis e em Portugal tem que existir uma adequação da legislação nacional. Tem que se melhorar a legislação da reabilitação urbana. Não pode acontecer cada vez que muda um governo, que se revogue tudo e legisle-se de novo».

Numa sala com a lotação esgotada, o debate manteve-se bem aceso por mais de três horas. A Teia D’Impulsos lançou para a mesa um tema que lhe é especial, uma vez que é um dos maiores fundamentos da sua existência – ativar, mobilizar, recriar vida e aproximar de novo as pessoas à cidade.

Ficou ainda bem explícita a necessidade de mudar os hábitos da população – pôr de lado o egoísmo de ter acesso fácil às deslocações por automóvel, aproveitar a conjuntura da redução de rendimentos com a subida dos combustíveis e voltar a andar a pé, de bicicleta, em grupo e a reviver os espaços citadinos, defendendo a sua existência.

«Humanizar o centro da cidade revitaliza-o, torna-o mais seguro e justamente apoderado pela sua população» foi uma das conclusões do debate.

Organizado pela Teia d’Impulsos – Associação Social, Cultural e Desportiva, em parceria com a Câmara Municipal de Portimão, a Rádio Costa D’Oiro e a escola etic_algarve, o debate iniciou-se às 21h00, com a lotação da sala esgotada, e manteve-se bem aceso por mais de três horas, interrompidas apenas pelo habitual “momento doce”, proporcionado pela Delta Cafés e desta vez pelas iguarias apresentadas pelo restaurante Essência e Bom Gosto.

O painel de discussão para este debate contou com a presença de Isabel Guerreiro (vereadora da Câmara Municipal de Portimão), João Rosado (Associação do Comércio e Serviços da região do Algarve – ACRAL), João Saúde (Associação Comercial de Portimão), Carlos Pinto (Comissário da PSP de Portimão) e Carlos Pacheco (Boa Esperança Atlético Clube Portimonense).

Na plateia, estiveram presentes os convidados Rui Oliveira (Associação de Moradores do Largo Gil Eanes), Pascoal Santos (Agente Imobiliário) e Ricardo Santos e Mário da Luz (Associação Académica do Instituto Superior Manuel Teixeira Gomes), contribuindo com os seus testemunhos sobre o tema, tendo sido largamente acompanhados com a participação ativa de vários cidadãos que não perderam a oportunidade de expressar as suas preocupações, opiniões e ideias sobre a revitalização necessária e urgente do centro da cidade de Portimão.

Tendo como introdução ao debate a apresentação de imagens da cidade captadas num sábado à tarde, foi notória a reação de desalento provocada nos intervenientes neste debate, tendo sido um bom impulso para terem sido apontadas causas para um estado de “abandono populacional” e lançadas ideias para as minimizar.

Assim, é de reter que é preciso que se promova uma política de cidade, facilitando financiamento aos privados para reabilitar imóveis, como foi evidenciado por Isabel Guerreiro.

Ainda no que respeita aos imóveis, regista-se uma falha de consciência nas pessoas que colocam à venda os seus imóveis devolutos, por um preço aproximado aos imóveis recentes e com melhores espaços e acessibilidade, construídos na periferia.

Na voz de Pascoal Santos, arquiteto e mediador imobiliário, esta é uma das causas para não haver procura para o centro, considerado como muito pouco atrativo.

A necessidade de contrariar a deslocalização de serviços e comércio do centro foi outra abordagem do debate, tendo João Rosado referido que a instalação futura de uma Loja do Cidadão no centro de Portimão seria uma âncora importante para a movimentação de pessoas na cidade.

No setor do comércio, a opinião foi unânime no que respeita à responsabilidade dos lojistas e também aqui foi considerado que há que alterar a atitude e a mentalidade numa perspetiva de, por exemplo, flexibilizar o horário de funcionamento, melhorando a oferta em função dos horários e das necessidades da população residente e visitante.

João Saúde reconheceu que nesta área ainda há muito trabalho a fazer, principalmente em suscitar o interesse e o empenho na maior parte dos comerciantes.

Finalizando a resenha desta noite acesa de debate, ficou ainda bem explícita a necessidade de mudar os hábitos da população – pôr de lado o egoísmo de ter acesso fácil às deslocações por automóvel, aproveitar a conjuntura da redução de rendimentos com a subida dos combustíveis e voltar a andar a pé, de bicicleta, em grupo e a reviver os espaços citadinos, defendendo a sua existência.

Como habitual, o debate foi alargado a quem acompanha a tertúlia pelo Facebook através de publicações em direto, assim como foi integralmente registado em formato áudio, a ser transmitido, em diferido, pela Rádio Costa D’Oiro no programa “Impulso”, nas suas edições de 9 e 16 de fevereiro, entre as 20 e as 22h00.

Encontra-se já agendado o 6º episódio da Teia d’Ideias que vai decorrer no dia 7 de março e será subordinado ao tema “Mobilidade vs Acessibilidade – A visão de quem precisa”.

Mais informações acerca desta e outras iniciativas da Associação Teia d’Impulsos em www.teiadimpulsos.pt ou através do e-mail [email protected].

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