Matadouro do Litoral Alentejano já está em testes

O Matadouro do Litoral Alentejano SA (MLA), situado em Fornalhas Velhas, na freguesia de Vale de Santiago, interior concelho de […]

O Matadouro do Litoral Alentejano SA (MLA), situado em Fornalhas Velhas, na freguesia de Vale de Santiago, interior concelho de Odemira, iniciou a primeira fase de laboração da unidade industrial, com os testes de linha, fazendo um abate experimental de animais.

O MLA implica a criação de cerca de 20 postos de trabalho, num investimento de cerca de 5 milhões de euros, com financiamento comunitário. A unidade está equipada com três linhas de abate, com capacidade de abate de 15 bovinos, 100 leitões e 90 porcos, borregos ou cabritos por hora.

Para rentabilizar a unidade e melhorar a qualidade do produto, o MLA está equipado com a mais moderna tecnologia, como a mecanização de todas as linhas, a insensibilização por CO2, o escaldão vertical ou o túnel de arrefecimento rápido de carcaças.

O início de testes é um momento decisivo para o MLA, não só por constituir o início de atividade da unidade industrial de abate, mas pelo culminar da dedicação e esforço das entidades envolvidas, que muito investiram e muito acreditaram.

Este projeto começou a ser preparado há mais de uma década, em reunião na Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de S.Teotónio, no âmbito de um grupo de trabalho liderado pela TAIPA – Cooperativa para o Desenvolvimento Integrado do Concelho de Odemira.

Hélder Guerreiro, presidente da TAIPA na altura, refere que “tínhamos um grupo bastante empenhado na construção de soluções para o concelho. Foram pessoas de muitas entidades do concelho, e não só, que se voluntariaram para fazer um estudo de análise de viabilidade para o futuro matadouro. Tive o privilégio de liderar esse grupo onde trabalharam pessoas como o Paulo Trindade (Terraval, Lda), António Samora (Associação Portuguesa de Criadores Limousine) e Maria José (Associação de Desenvolvimento do Litoral Alentejano)”. Esse estudo foi o embrião do atual projeto.

No entanto, Hélder Guerreiro refere que “sem o envolvimento de um conjunto inicial de fundadores, as associações, produtores individuais, homens do retalho de carnes, Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de S.Teotónio, António Afonso (vereador da Câmara Municipal de Odemira na altura) e posteriormente António Camilo (presidente da Câmara Municipal de Odemira na altura), que pegaram no projeto com total dedicação, nunca teríamos o matadouro”.

A constituição da empresa e da visão da abrangência territorial do MLA, no seio da produção pecuária dos concelhos de Odemira, Ourique e Santiago do Cacém, foram determinantes e constituem-se como fatores de competitividade para o futuro.

Desde o início da construção do MLA, em 2008, a Comissão Executiva teve como administradores Pedro Guerra, Manuela Forte e Ricardo Silva, que tiveram a tarefa de erguer o matadouro. No triénio 2011-2013 Ricardo Silva preside a equipa de administração executiva, ao lado de Jorge Pinela e Pedro Costa.

Nesta fase terminal, foi determinante o papel de António Louçã (presidente da Direção da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de S.Teotónio) e de José Alberto Guerreiro (presidente da Câmara Municipal de Odemira), que mantiveram uma união imperativa destas instituições centrais no projeto do MLA.

Hélder Guerreiro (presidente do Conselho Geral e de Supervisão do MLA) e Ricardo Silva (presidente do Conselho de Administração Executivo) acreditam no futuro desta unidade industrial e no papel determinante que ela terá na região, tendo em conta que permitirá completar a fileira da carne no território, desde a produção até à venda ao consumidor.

O MLA permitirá fixar na região um conjunto de mais-valias, uma vez que a diferenciação da qualidade dos produtos ganha, com o início de laboração do matadouro, um vetor fundamental de desenvolvimento.

 

Nota: a foto foi publicada originalmente no blogue Alvitrando

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