Luta contra as portagens na A22 ultrapassou oficialmente a fronteira de Portugal

Algarvios e andaluzes já criaram uma comissão luso-espanhola de luta contra as portagens na A22. Esta entidade foi criada no […]

Algarvios e andaluzes já criaram uma comissão luso-espanhola de luta contra as portagens na A22. Esta entidade foi criada no decurso do «I Encontro Transfronteiriço Hispano – Luso», que decorreu na sexta-feira, em Ayamonte, na Espanha. 

Desta reunião resultaram uma série de resoluções, com destaque para a exigência de criação de «uma zona de exclusão e livre de portagens em ambos os lados da fronteira, que tenha um raio de ação de 130 quilómetros a partir da Ponte Internacional do Guadiana».

Também foi aprovado «um projeto de Manifesto para a supressão das portagens no espaço transfronteiriço, dando-se um prazo até dia 10 de fevereiro para a introdução de propostas de melhoramento, procurando o consenso entre todos», segundo revelou a Comissão de Utentes da Via do Infante (CUVI) num comunicado.

Mais tarde, será agendado novo encontro, onde será «aprovado o manifesto, assim como uma campanha de informação e um calendário de ações para a supressão das portagens na A22».

No mesmo dia em que marcou uma marcha lenta na Estrada nacional 125, que juntou «centenas de automobilistas» e condicionou o trânsito entre Lagoa e Boliqueime, a comissão foi o principal representante português nesta iniciativa do lado de lá da fronteira, que contou também com a Entidade Regional de Turismo do Algarve «como observador».

Do lado espanhol, a representatividade foi bem maior, com «diversas entidades e associações sociais, empresariais e sindicais de Andaluzia», a marcar presença. Destas, a CUVI destaca «o Ayuntamiento de Ayamonte, a Federação Nacional das Associações de Transportadores de Espanha, as Comissiones Obreras e a UGT de Huelva».

«A Comissão constituída irá interceder junto dos Ministérios dos Negócios Estrangeiros de Espanha e de Portugal, chamando a atenção para o cumprimento do Pacto de Valência de 2003, assim como junto dos Ministros de Fomento e da Economia respectivos, solicitando o cumprimento da Diretiva da EU em matéria de portagens», adiantou a CUVI.

A mensagem será igualmente levada às instâncias políticas regionais e locais do Algarve e da Andaluzia, bem como dos Eurodeputados de ambos os países». «O Alcaide de Ayamonte colocará o assunto no Grupo da Aliança Progressista de Socialistas e Democratas no Parlamento Europeu», concluiu a comissão.

A nova plataforma luso-espanhola de luta contra as portagens elegeu como objetivos «a participação, o diálogo e o consenso para a unidade de acção para a abolição das portagens no Algarve, promovendo o diálogo luso-espanhol a todos os níveis a fim de restabelecer o espírito de coesão, a livre circulação e os intercâmbios comerciais, laborais, culturais e dos interesses dos consumidores e outros cidadãos».

«Participação ativa de todos para trabalhar, dialogar e cooperar para suprimir as barreiras artificiais que dificultem a livre circulação e o funcionamento do mercado interno e que criem restrições à mobilidade dos intercâmbios comerciais, laborais, culturais, etc», foram outros compromissos assumidos no encontro.

Tendo isto em conta, a CUVI «congratula-se vivamente com o que foi acordado em Ayamonte e acredita que agora estão reunidas muito melhores condições para a abolição das portagens na A22».

Mas não deixa de enviar um recado às forças vivas do algarve e Alentejo, de quem espera uma maior participação e adesão à comissão que foi constituída na sexta-feira.

A próxima ação da comissão contra as portagens na A22 está agendada para dentro de sensivelmente um mês. No dia 8 de março, a partir das 16h30, será promovida nova marcha lenta com buzinão, desta vez entre Boliqueime e Faro, passando pelo Aeroporto Internacional de Faro.

Comentários

pub