Ciência: O cinto de castidade das abelhas

Todos conhecemos as abelhas, estes pequenos insetos, importantíssimos para a nossa sobrevivência, já que são responsáveis pela polinização e consequente […]

Todos conhecemos as abelhas, estes pequenos insetos, importantíssimos para a nossa sobrevivência, já que são responsáveis pela polinização e consequente reprodução da maior parte das plantas das zonas temperadas, incluindo aquelas que nos servem de alimento.

O que se calhar não sabe é que, durante o ato sexual, a abelha macho explode de prazer. Literalmente.

A abelha doméstica acasala durante o voo, já de si um hábito arriscado. Mas, para além disso, quando o macho atinge o clímax, os seus órgãos genitais são arrancados e ficam dentro da fêmea, numa tentativa desesperada de evitar que ela acasale com outros machos ou, pelo menos, para garantir que fertiliza uma maior percentagem dos seus óvulos. É portanto, uma espécie de cinto de castidade à moda dos insetos.

Explodir é um “pequeno” preço a pagar para não morrer virgem e poder passar os seus genes à descendência. É que chega a haver 25000 machos em volta de uma nova abelha rainha e ela só acasala cerca de 20 vezes durante os breves dias que antecedem a formação da nova colónia. A competição é intensa!

Após esse período, a rainha apenas se dedicará à sua prole durante os restantes dois a sete anos de vida. Na Primavera, e com boas condições, ela poderá pôr até 2000 ovos por dia!

 

Texto de: Diana Barbosa, Bióloga

Ciência na Imprensa Regional – Ciência Viva

 

 

Comentários

pub