Rui Patrício segurou empate para o Sporting no campo do Olhanense

Tudo a zeros em Olhão, no jogo que fechou a jornada 16 da Liga Zon Sagres. Olhanense e Sporting dividiram […]

Tudo a zeros em Olhão, no jogo que fechou a jornada 16 da Liga Zon Sagres. Olhanense e Sporting dividiram os pontos, num jogo em que a equipa da casa é quem se pode queixar mais do resultado, com várias ocasiões flagrantes de golo falhadas ou negadas pelo guarda-redes do Sporting.

Rui Patrício acabou por ser a figura do jogo, com diversas defesas de grande nível, que impediram o golo do Olhanense. O guarda-redes do Sporting foi elástico, ao defender dois remates seguidos aos 72 minutos, o primeiro por Wilson Eduardo e o segundo por Cauê.

Com este resultado, o Olhanense mantém-se na 9ª posição, com 18 pontos, logo atrás do Nacional e da Académica, que dividem o 7º lugar, com 19 pontos.

Os problemas do Sporting começaram ainda antes do apito inicial. O treinador do clube lisboeta Domingos Paciência viu-se obrigado a alterar a estratégia à última hora, devido à lesão de Schaars durante o aquecimento. Saiu o holandês, entrou Carriço para titular e André Santos para o banco. Já de fora estava o médio Elias, por castigo.

Também no ataque as soluções eram poucas, devido à lesão do melhor marcador da equipa, Wolkwinkel, e ao afastamento da equipa de Bojinov, alvo de ação disciplinar. Assim, a aposta foi para um trio de avançados mais móvel, composto por Capel, Jeffrén e Carrillo.

A equipa da casa também mostrou que estava em campo para levar os três pontos e entrou desinibida no jogo, também ela com um trio de avançados rápidos. Yontcha ao centro e Wilson Eduardo e Salvador Agra nas alas, com Rui Duarte como estratega e Cauê como desequilibrador foram a aposta de Sérgio Conceição.

O Sporting foi a primeira equipa a ameaçar, na sequência de um livre direto, marcado por Matias Fernandez, que ainda pôs os adeptos do Sporting a gritar golo, ao bater na malha lateral.

O Olhanense não tardou a responder, com um remate de cabeça de Cauê que passou bem perto da baliza. O jogo entrou numa fase mais dinâmica, com as jogadas de ataque a sucederem-se de parte a parte, mas sem que o perigo fosse muito. Nesta fase, foi o Olhanense que mais vezes rematou à baliza adversária, com Cauê a tentar a sorte por diversas vezes, sempre ao lado.

Aos 33 minutos, Capel remata já dentro da área do Olhanense, mas Fabiano defende e agarra à segunda. Pouco depois, Salvador Agra remata de fora da área, perto do poste da Baliza de Rui Patrício.

Antes do intervalo, Rui Patrício ainda teve de se esmerar para dar uma palmada na bola e desviá-la por cima da trave, após um remate traiçoeiro de Ismaily, na marcação de um livre. Mas os cerca de 4 mil adeptos presentes viram o jogo a chegar a meio sem oportunidade de gritar golo.

Segunda parte mais emotiva, mas golos teimaram em não entrar

O Sporting, como se exigia, voltou mais agressivo do intervalo e teve duas boas oportunidades quase seguidas nos primeiros minutos do segundo tempo. Primeiro Polga, de cabeça, para boa defesa de Fabiano, e depois Jeffrén, que rematou ao lado perante a passividade da defesa algarvia.

O Olhanense reagiu a este bom começo e lançou-se para a frente, quase sempre em contra-ataque. E acabou por ser a equipa que contou com as oportunidades mais flagrantes de golo. Aos 70 minutos, Wilson Eduardo remata forte, dentro da área, para defesa apertada de Patrício. O guarda-redes voltou a brilhar 2 minutos depois, com as duas defesas seguidas, que mantiveram o resultado a zero.

O Sporting, que aos 64 tinha feito entrar André Martins e o Rubio para os lugares de Jeffrén e Renato Neto, esgotou as substituições aos 74, com a troca de Matias por André Santos.

O Olhanense também mexeu, trocando Wilson por Toy e poucos minutos depois Dady por Agra. A última substituição foi aos 89, com a saída do homem mais rematador do jogo, Cauê para a entrada de Vasco Fernandes.

O esgotar das substituições parece ter reanimado um jogo que tinha arrefecido e os últimos minutos do jogo, principalmente já depois de esgotado o tempo regulamentar, foram frenéticos.

Yontcha foi o primeiro a ameaçar, após atraso curto de João Pereira e o Sporting respondeu logo de seguida, por Carrilo, numa jogada confusa dentro da área do olhanense. Dady ainda teve tempo para proporcionar mais uma boa defesa a Rui Patrício e Fernando Alexandre para rematar forte por cima da trave, antes do apito final.

O Sporting não conseguiu dar um pontapé na crise e volta a não conseguir ganhar para o campeonato. O resultado deixa os lisboetas a 13 pontos do Benfica e 12 do Porto. O terceiro lugar, ocupado pelo Braga, está já a cinco pontos. Já o Olhanense consegue mais um passo no seu objetivo assumido de ficar na I Liga, mantendo-se firme a meio da tabela, a espreitar os lugares acima.

Equipas

Olhanense: Fabiano, Maurício, André Pinto, Ismaily, Mexer; Rui Duarte, Cauê (Vasco Fernandes 89’), Fernando Alexandre; Wilson Eduardo (Toy 79’), Salvador Agra (Dady 83’) e Yontcha.

Suplentes: Bruno Veríssimo, Regula, Toy, Djalmir, Jander, Dady, Vasco Fernandes.

Sporting: Rui Patrício, Polga, Onyewu, João Pereira, Insúa; Daniel Carriço, Matias Fernandez (André santos 76’), Renato Neto (André Martins 64’); Capel, Jeffrén (Rubio 64’) e Carrilo.

Suplentes: Marcelo Boeck, Daniel Carriço, Evaldo, Perreirinha, André Martins, André Santos, Rubio.

 

Reações

Domingos Paciência

«Não era isto que nós queríamos. Podíamos ter ganho ou perdido o jogo, Tivemos uma mão-cheia de oportunidades, mas não marcámos. Jogámos sem ponta-de-lança, tentámos não dar um homem à marcação para desconcertar a dupla de centrais».

«Temos de ganhar e é o que temos de começar a fazer rapidamente. Existe vontade enorme, as coisas não estão a sair. Qualquer chuto para a frente é um perigo enorme para nós».

«Tivemos as primeiras grandes oportunidades. O Olhanense também as teve. Julgo que o árbitro não esteve no seu melhor, a mostragem de cartões amarelos não foi bem gerida».

Sérgio Conceição

«Penso que o desfecho podia ser outro, sinto que perdemos dois pontos. [O resultado é positivo?] Mais positivo era termos ganho. (…) Faltou-nos um pouco de sorte e de decisão na hora de concretizar».

«[Domingos queixou-se da arbitragem] (risos) Eu vou parafrasear outro treinador, que na semana passada disse: não podem ser fortes com os fracos e fracos com os fortes (…). Mas não foi pelo árbitro que o jogo acabou empatado. Não teve qualquer influência no resultado final».

«Hoje perdemos aqui dois pontos. Os próximos três vamos buscá-los a Setúbal no próximo domingo».

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