Professores das AEC que se manifestaram à porta da Câmara de Portimão serão pagos até final do mês

Os professores das Atividades Extra Curriculares (AEC) que esta tarde se manifestaram à porta da Câmara de Portimão vão ser […]

Os professores das Atividades Extra Curriculares (AEC) que esta tarde se manifestaram à porta da Câmara de Portimão vão ser pagos até ao fim do mês de dezembro.

Esta é a promessa que saiu da reunião que teve lugar esta tarde – e que já estava prevista antes da manifestação – entre a Câmara e a empresa «Educar a Sorrir», com a qual a autarquia estabeleceu um contrato para a prestação do serviço das Atividades Extra Curriculares.

Fonte do Gabinete da Presidência admitiu ao Sul Informação que a Câmara deve, de facto, dinheiro, não aos professores directamente,, mas à empresa «Educar a Sorrir».

No entanto, segundo a mesma fonte, a situação tinha já sido objeto de uma primeira reunião na segunda-feira, tendo hoje decorrido uma segunda reunião, para encontrar uma solução para o caso. «Existe de facto um valor em dívida por parte da Câmara para com a empresa», admitiu, embora não especificando qual é o montante dessa dívida.

Da reunião, saiu um plano de pagamentos por parte da Câmara que, segundo disse aquela fonte, «permitirá à empresa pagar aos professores até ao final do ano».

«Ficámos muito surpreendidos com esta manifestação, porque se trata de pessoas que não têm qualquer vínculo contratual direto com a Câmara», acrescentou a fonte do Gabinete da Presidência. «Para mais, estes professores abandonaram o seu local de trabalho, deixando hoje as escolas sem Atividades Extra Curriculares».

De facto, ao que o Sul Informação apurou, hoje não houve AEC na maioria das escolas básicas do concelho de Portimão, devido à paralisação dos professores contratados para assegurar estas aulas.

Uma das professoras das AEC afetadas pela situação explicou ao Sul Informação que, apesar de o seu contrato e o de todos os outros colegas não ser diretamente com a autarquia, «nós estamos sem receber há dois meses porque a Câmara não paga à entidade que nos contratou. A que porta é que eles querem que a gente vá bater?»

 

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