Já comeu canapé de batata-doce com torresmos?

Já comeu canapé de batata-doce com torresmos? Não. Pois a repórter do Sul Informação já comeu e recomenda. Foi na […]

Já comeu canapé de batata-doce com torresmos? Não. Pois a repórter do Sul Informação já comeu e recomenda. Foi na sexta-feira ao princípio da noite, em Aljezur, durante o Festival da Batata-Doce, a culminar o lançamento do livro «Batata-Doce de Aljezur – receitas tradicionais e de autor».

O canapé de batata-doce com torresmos é uma dessas receitas de autor, que partem da tradição culinária daquela zona da Costa Vicentina para oferecer sabores novos e por vezes surpreendentes. E o livro contém muitas outras propostas inovadoras, mas também receitas tradicionais que já as avós faziam (como o feijão com batata-doce) ao longo das suas 103 páginas, servidas pelas suculentas fotos do João Mariano, os textos saborosos da jornalista Teresa Resende e o grafismo de João Veiga, da 1000olhos.

E se insisto no canapé de batata-doce com torresmos não é só porque gostei do que provei. É porque esta forma original de comer a dita batata foi imaginada pelo Chefe Vítor Esteves (também responsável pela confecção e empratamento de tudo o que foi fotografado para o livro) e por António Carvalho, que além de exímio cozinheiro (ficou provado!) é ainda vereador da Câmara de Aljezur.

Ao longo das mais de uma centena de páginas do livro, escrito em português e inglês, há preciosas indicações sobre a Batata-Doce de Aljezur, a única em Portugal que tem a certificação IGP – Indicação Geográfica Protegida, mas também 54 receitas divididas em capítulos cujos nomes mostram bem ao que vêem os autores: «para entrar, aconchegar, espicaçar», «para acompanhar, bicar, combinar», «para deleitar, contentar, saciar» e ainda «para adoçar, arrebatar, exultar».

Em comum, todas estas receitas têm a saborosa batata-doce de Aljezur e o facto de poderem ser executadas por qualquer pessoa que saiba o bê-á-bá da cozinha.

No lançamento do livro, João Mariano, autor das fotos e coordenador do projeto liderado pela empresa local 1000olhos, salientou que este foi «um projeto feito em tempo recorde». «Fizemos uma grande recolha de receitas e o livro tem um texto que é um pouco técnico, mas também tem um pouco de poesia associada às imagens».

«Temos em Aljezur a melhor batata-doce do mundo, como tal também temos agora o melhor livro de receitas do mundo», acrescentou o fotógrafo.

Por seu lado, José Amarelinho, presidente da Câmara Municipal, salientou que a batata-doce certificada, o festival a ela dedicado (que acabou ontem), e agora este bonito livro de receitas representam «tudo aquilo de bom que Aljezur é capaz de vender ao país e ao mundo». A publicação, aliás, resultou de uma candidatura da Câmara de Aljezur ao programa Proder, gerido nesta zona pela Associação Vicentina.

O primeiro livro a ser oferecido teve como destinatário António Vaz Henrique, presidente da Associação de Produtores de Batata-Doce de Aljezur, organismo que nos últimos anos pugnou por dar ainda mais qualidade e credibilidade, através da certificação, daquela que é uma das mais importantes produções agrícolas desta zona da Costa Vicentina.

O livro «Batata-Doce de Aljezur – receitas tradicionais e de autor» custa 10 euros (ou 17 euros na versão de capa dura) e pode ser comprado no site da 1000olhos (que trata da expedição sem complicações) ou em livrarias como a Fnac.

Amanhã, dia 7 de dezembro (18h30), o livro vai ser apresentado pelos seus autores em Lisboa, na Fnac do CC Vasco da Gama. No dia 17 (21h30), será a vez da apresentação na Fnac do AlgarveShopping da Guia. Tudo perfeitamente a tempo das compras de Natal.

Mas quando for comprar as batatas-doces para experimentar as receitas deste livro certifique-se que se trata de produto com o selo IGP, a atestar a sua proveniência do solo fértil de Aljezur.

 

Saiba como pode comprar este e outros livros no site:  http://www.1000olhos.pt/

 

 

 

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