Governo vai criar grupo de trabalho para estudar desenvolvimento do Aeroporto de Beja

O secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações esteve em Beja para esclarecer os autarcas e as “forças […]

O secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações esteve em Beja para esclarecer os autarcas e as “forças vivas” da região relativamente a alguns investimentos apontados como estruturantes para o Baixo Alentejo – Aeroporto, IP8, IP2 e Ferrovia.

O Governo quer, até final do ano, ter criado um grupo de trabalho entre autarcas, agentes económicos e forças políticas para que sejam encontradas “soluções de consenso” que contribuam para o desenvolvimento do Aeroporto de Beja.

O desafio foi lançado pelo secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações numa reunião com autarcas, agentes económicos, deputados e Movimentos de Cidadãos.

Sobre o IP8 e IP2, Sérgio Monteiro garantiu que “não existe nenhuma responsabilidade por parte do Estado na suspensão dos trabalhos”. De acordo com o secretário de Estado, os “pequenos apontamentos em termos de suspensão” devem-se à dificuldade no financiamento das empresas concessionárias junto dos bancos, à qual a maioria PSD/CDS se afirma completamente “alheia”.

Ainda em matéria de acessibilidades, Sérgio Monteiro garantiu que o Governo vai executar o projeto de eletrificação da linha férrea Casa Branca – Beja. O executivo PSD/CDS-PP pretende candidatar o investimento a fundos comunitários até 2014. Se não existirem condições financeiras a electrificação será adiada para o próximo Quadro Comunitário que vigorará entre 2014-2020.

No que toca à linha Beja-Funcheira, o Governante esclareceu que o fecho deste troço da ferrovia foi acordado com a troika pelo anterior Governo socialista. Sérgio Monteiro disse que o Estado quer encontrar uma “alternativa rodoviária que compense os utilizadores daquele serviço”.

Os autarcas não saíram satisfeitos desta reunião. Jorge Pulido Valente, presidente da Câmara de Beja, referiu que esta foi uma reunião que deixou os autarcas “preocupados”.

O também presidente da Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL) e da Associação de Municípios do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral (AMBAAL) mostrou-se receoso com a situação das concessionárias que “não têm dinheiro para continuar a obra” no IP8 e IP2. No que toca à segurança das estradas onde as obras estão suspensas, o secretário de Estado garantiu, segundo Pulido Valente, que o consórcio “Estradas da Planície” irá “retificar a sua sinalização”.

Sobre o Aeroportode Beja,  o Governo é “omisso” no que toca a estratégias para o desenvolvimento desta infraestrutura, apontou o presidente da CIMBAL. Jorge Pulido Valente referiu, ainda assim, que existe “uma grande abertura” da parte do secretário de Estado para que sejam discutidas propostas de desenvolvimento do Aeroporto de Beja.

De acordo com o mesmo responsável as novidades relativamente à ferrovia “são positivas”, uma vez que há um compromisso por parte do Governo de fazer o projeto de eletrificação da linha entre Casa Branca e Beja neste ou no próximo Quadro Comunitário.

Em resposta às críticas expressas pelos autarcas, Sérgio Monteiro referiu que estes “estarão, provavelmente, num registo anterior, onde tudo era possível e o compromisso com a realidade não era a prioridade de atuação do Governo”.

 

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