Manuel Freire traz a «Pedra Filosofal» para concerto intimista em Olhão

Manuel Freire, um dos cantores que continua a estar ligado a temas do tempo da Revolução de Abril, dá um […]

Manuel Freire, um dos cantores que continua a estar ligado a temas do tempo da Revolução de Abril, dá um concerto no Auditório Municipal de Olhão no dia 19 de novembro, sendo mais um dos participantes no ciclo Íntimos de Olhão, que começou este mês e tem feito sucesso.

Manuel Freire, que nasceu em Vagos a 25 de Abril, mas de 1942, chegou a estudar Engenharia, em Coimbra e no Porto, sem se licenciar. Entrou no Teatro Experimental do Porto, em 1967, aceitando um convite de Fernando Gusmão.

Entretanto estreava-se na música, com um EP que continha Dedicatória, Eles, Livre e Pedro Soldado, em 1968. O disco não escapou à censura de então, vindo a ser proibidos os temas Lutaremos meu amor, Trova, O sangue não dá flor e Trova do emigrante.

Ao mesmo tempo fazia sucesso na televisão, no programa Zip-Zip, em 1969, ao cantar »Pedra Filosofal», poema de António Gedeão, que o popularizou.

Na noite de 19 de novembro o público ouvirá, de uma forma intimista e com muito agrado, Freire interpretar “Eles não sabem que o sonho/ É uma constante da vida/ Tão concreta e definida/ Como outra coisa qualquer”, um dos temas mais carismáticos que o artista canta.

No álbum Manuel Freire, musicou poemas de António Gedeão, José Gomes Ferreira, Fernando Assis Pacheco, Eduardo Olímpio, Sidónio Muralha e José Saramago. Foi distinguido com o Prémio Pozal Domingues.

Entre outras participações, editou, em 1973, o LP De Viva Voz, gravado ao vivo com José Afonso e José Jorge Letria. Em 1986, o disco lançado pela CGTP-IN “100 Anos de maio”, inclui a sua música “Cais das Tormentas”.

Em 1999, lança o disco As Canções Possíveis onde canta a poesia de José Saramago, de Os Poemas Possíveis, edição da Editorial Caminho. Em 2006, colaborou com José Jorge Letria e Vitorino num CD para crianças acerca da Revolução dos Cravos, intitulado Abril, Abrilzinho.

Em 2003, no seguimento da contestação a Luiz Francisco Rebello, Manuel Freire tornou-se presidente da direção da Sociedade Portuguesa de Autores, acumulando com as funções de administrador-delegado até 2007.

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