Jovens de Tavira debatem cenário de crise mundial e procuram soluções

A Escola Secundária Dr. Augusto Correia de Tavira, em parceria com elementos da equipa da Unidade de Cuidados na Comunidade […]

A Escola Secundária Dr. Augusto Correia de Tavira, em parceria com elementos da equipa da Unidade de Cuidados na Comunidade Talabriga do Centro de Saúde de Tavira, vai realizar um debate, no Cine Teatro António Pinheiro, em Tavira, no próximo dia 18 de novembro, sexta-feira, às 21h00, dedicado ao tema «Desenvolvimento Humano». 

«Este debate serve o propósito de juntar gerações e envolver os alunos na realidade sócio-político-económica atual, num momento de viragem mundial suscetível de “contaminar” e marcar o futuro destes jovens», salientam as organizadoras.

«Porque todos temos dúvidas – Dhudas, na nossa gíria – não há a promessa de encontrar soluções estanques, mas antes de procurá-las, em conjunto, num debate que se pretende o mais abrangente possível, cobrindo áreas prioritárias e essenciais da existência humana», acrescentam.

Em agenda deste Debate Humano para o Alerta (Dhuda) estão temas tão abrangentes como a cidadania, a formação cívica, a ajuda humanitária, a consciência social, as questões de sustentabilidade, entre outros.

Para isso, a organização conta com um painel de oradores convidados provenientes das mais vastas áreas da sociedade, do qual fazem parte Jorge Wemans, diretor de programas da RTP2, Rui Lourenço, médico, ex-presidente da ARS Algarve, Elisabete Rodrigues, jornalista do site informativo «Sul Informação», António Fragoso de Almeida, docente da Escola Superior de Educação da Universidade do Algarve, e Orlandino Rosa, diretor da agência de Tavira da rede de Consultadoria Financeira «Decisões e Soluções». O debate contará ainda com a presença do presidente da Câmara de Tavira Jorge Botelho, que abrirá os trabalhos.

Além das três organizadoras principais – Adriana Torres (terapeuta ocupacional no Centro de Saúde de Tavira), Fernanda Santos (professora da Escola Secundária de Tavira e coordenadora do Projeto de Educação para a Saúde) e Graciela Caldeira (assistente técnica do ACES Sotavento) – e dos oradores convidados, o debate conta também com a participação ativa de um grupo de alunos daquela secundária tavirense, que irão até intervir durante a iniciativa, lançando questões e provocações.

Tendo em conta a vertente cívica do evento, os alunos e professores da Escola Secundária de Tavira, o Centro de Saúde de Tavira, bem como todas as entidades organizadoras, afirmam ter «o maior prazer em contar com a presença e colaboração de todos os interessados, estando certos de que a sua contribuição será preciosa para a população escolar».

O evento tem entrada livre e é aberto a toda a comunidade, nomeadamente aos pais e encarregados de educação.

 

Jovens estudantes questionam e procuram soluções

«Estamos numa encruzilhada em termos de mundo, de Europa, de país. Será que a sociedade civil e em especial os jovens vão aceitar isto? Não vão fazer nada? Nem ao menos debatem o que se está a passar? Não propõem soluções?» É a partir destas interrogações formuladas pela professora Fernanda Santos que vai decorrer o Debate Humano para o Alerta (Dhuda), em Tavira.

«Não gosto nada de ser ignorante, quero perceber o que se passa, porque se passa e que soluções há. Ficar parado é que não», diz o João, um dos alunos envolvidos na organização.

«A nossa geração vai ser a mais afetada por esta crise, por isso é legítimo que queiramos saber como é que tudo isto aconteceu, quais foram as causas, e como resolver isto», acrescenta Bruna, outra das alunas. Raquel, por seu lado, considera que «tudo o que se está a passar traduz uma crise de valores». Carlos acha que é preciso que os cidadãos se assumam como atores e tomem o futuro nas suas mãos, já que,«na economia atual o cidadão tem apenas a função de consumidor».

E será que, perante a crise profunda que afeta Portugal estes jovens consideram a hipótese de partir, de emigrar? Rosalinda, segura, afirma: «agora que as coisas estão assim, é preciso fazermos alguns sacrifícios e mantermo-nos cá!».

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