Já se pode contribuir online para o Banco Alimentar Contra a Fome

Garantir refeições a milhares de famílias algarvias que passam por dificuldades nestes tempos de crise está à distância de um […]

Garantir refeições a milhares de famílias algarvias que passam por dificuldades nestes tempos de crise está à distância de um clique e depende apenas de uma ligação à Internet.

O Banco Alimentar Contra a Fome promove este fim de semana mais uma campanha de recolha de alimentos, que este semestre conta com a novidade da plataforma online www.alimentestaideia.net, onde se pode contribuir de qualquer ponto do mundo.

A recolha nos supermercados, a chamada «Campanha Saco», vai ter lugar no sábado e no domingo em 140 estabelecimentos comerciais algarvios. Ao mesmo tempo, começa a «Campanha Vale» e a «Campanha Internet», que continuam ao longo da semana até dia 4 de dezembro.

A «Campanha Saco» é já uma imagem de marca do BACF e contará com mais de 2500 voluntários no Algarve. «Temos recebido muitos contactos de pessoas que querem ajudar. Até temos, nesta recolha, um grupo de fuzileiros que vai ajudar-nos na nossa sede, em Faro», revelou o coordenador Geral do BACF do Algarve Nuno Alves.

Nuno Alves e Ida Martins, a coordenadora logística do Banco Alimentar algarvio, foram os convidados do programa «Impressões», dinamizado em conjunto pelo Sul Informação e pela Rádio Universitária do Algarve RUA FM. O programa pode ser ouvido na íntegra no sábado, às 12 horas, em 102,7 FM e em www.rua.pt.

Esta recolha faz-se num cenário de dificuldades profundas, em que as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) recebem cada vez mais pedidos de apoio. No Algarve, o aumento do desemprego levou a um aumento exponencial dos pedidos de ajuda.

Uma maior procura que também leva as IPSS a pedir mais ajuda ao BACF, que apenas fornece alimentos a entidades e não a indivíduos. «Temos, neste momento, 12 instituições em lista de espera», revelou Nuno Alves.

A ideia dos responsáveis pelo BACF do Algarve é conseguir recolher as mesmas 200 toneladas que angariou na campanha de novembro de 2010 e, se possível, até mais. Mas esse é um objetivo difícil, já que a tendência «é que as pessoas deem menos, por terem menos capacidade financeira», revelou Ida Martins.

Certo é que a população algarvia se tem destacado pela sua solidariedade, algo que levou a que o Banco Alimentar algarvio seja já o quarto maior do país,  quando apenas passaram quatro anos da sua Fundação. Assim, os responsáveis pela entidade mostram-se esperançados em conseguir a maior recolha de sempre.

Para isso, não é preciso que cada um dê muito, apenas que muitos deem alguma coisa. «As pessoas às vezes não levam o saco, pois têm vergonha de dar pouco. Não devem pensar assim, qualquer contributo é valioso, mesmo que seja apenas um saco de arroz ou um pacote de leite», ilustrou Nuno Alves.

«Para aqueles que tomam café, basta abdicar de uma bica nesse dia e gastar os 50 ou 60 cêntimos em comida para o Banco Alimentar. Não é preciso ser de marcas conhecidas. Se todos abdicarem apenas de um café, ultrapassamos de certeza as 200 toneladas», sugeriu o coordenador do BACF do Algarve.

Após a recolha em sacos, que numa das faces têm uma lista dos itens mais necessários, a recolha continua nas caixas dos supermercados aderentes e online. No caso da Campanha Vale, é preciso pegar num dos vales que se encontram nas caixas «dar ao caixa e pagar». «Se nos entregarem o papel, não podemos utilizá-lo, terá que ser pago», reforçou Ida Martins.

Na Internet, o funcionamento é semelhante. A pessoa escolhe o produto e pode também escolher o Banco Alimentar para o qual quer contribuir. Caso não o faça, «os alimentos vão para um bolo nacional e são distribuídos por todos os núcleos seguindo critérios pré-definidos».

Todos os alimentos que forem recolhidos na região serão distribuídos por instituições algarvias.

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