Dança contemporânea sobe ao palco do Cine-Teatro Louletano com espetáculo «Vale»

O Cine-Teatro Louletano recebe nos dias 19 (21h30) e 20 (16h00) de novembro, a criação artística Vale, que nasce no […]

O Cine-Teatro Louletano recebe nos dias 19 (21h30) e 20 (16h00) de novembro, a criação artística Vale, que nasce no âmbito projeto “Movimenta-te – Trajetórias de Programação Cultural em Rede”.

Trata-se de um espetáculo de dança contemporânea que reúne oito bailarinos, seis músicos e um grupo de aproximadamente 40 pessoas, de todas as idades, num mesmo palco.

“Vale fala do sul, do sul da Europa. Fala da relação do homem com a terra, uma terra que é feita de mar e rio. Quando o rio decide comandar como um oceano, ele transborda e invade a terra com a força de um touro”, explica Madalena Victorino, a coreógrafa responsável pelo espetáculo.

“Vale fala do trabalho, fala de homens e de mulheres e do abismo que a energia dessa relação contém. Fala da festa como a mais antiga das celebrações. Fala do jogo que, na arena, põe na senda da morte escravos e animais”, continua a coreógrafa.

Madalena Victorino acrescenta que “Vale é uma experiência de imagens em movimento que toca a pele do espetador. Imagens que levantam da terra o que há de cavalo no homem, o que de animal poderá esconder-se na atividade da alma. Num cenário nu mas vivo, sonoro e humano, encontramos um espetáculo em que a música ao vivo arrebata tanto a força quase bruta da multidão, como a doçura do gesto mais pequeno. Um trabalho também sobre o prazer e a vertigem de se estar em conjunto”.

“Movimentos do código da dança encontram-se com gestos e ações de um quotidiano que vem da terra. O coro de movimento, que é trabalhando nesta peça por pessoas sem experiência performativa, interpela os bailarinos e evoca o que de universal e extraordinário existe na comunicação não verbal: o valor sensual, telúrico e afetivo dos corpos que, ao escrever no espaço e em conjunto movimentos de uma simplicidade desconcertante, se abrem a uma possível e profunda leitura sobre a condição humana e a condição dos tempos que vivemos”, conclui.

Este espetáculo é uma criação de Madalena Victorino, com música de Carlos Bica, e que recebeu o Prémio Autores SPA 2010 para melhor coreografia.

Os bilhetes custam 5 euros.

 

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