Basílio Horta diz que falta de equidade e de estímulos à economia são pecados do Orçamento de Estado

O vice presidente da Bancada do Grupo Parlamentar do Partido Socialista (PS) Basílio Horta considerou esta segunda-feira, em Olhão, que […]

O vice presidente da Bancada do Grupo Parlamentar do Partido Socialista (PS) Basílio Horta considerou esta segunda-feira, em Olhão, que a proposta de Orçamento de Estado para 2012 peca pela falta de equidade e de estímulos à economia, sendo por isso necessário corrigir estas duas lacunas durante a discussão do documento.  

Para Basílio Horta, que se reuniu hoje com associações empresariais e estruturas sindicais da região, no âmbito de um encontro promovido pelos deputados do PS eleitos pelo Algarve com vista a debater as propostas do Governo, não faz sentido que o OE exija sacrifícios a um terço dos portugueses, quando o esforço deveria ser de todos os cidadãos.

“O PS tem propostas no sentido de melhorar o Orçamento de Estado”, referiu o deputado socialista, para manifestar a sua forte preocupação no que diz respeito à falta de estímulos ao setor empresarial, face à recessão da economia nacional que deverá atingir os 4 a 5 por cento, provocando mais desemprego e o encerramento de empresas.

Em Olhão, Basílio Horta assegurou por isso que o PS irá retomar como questão central a proposta do PS para um programa de financiamento às empresas no valor de 5 mil milhões de euros e acusou ainda o Governo por “não ter feito nada com vista a um consenso prévio em torno do OE”.

“Este é um momento em que se exigia um grande consenso nacional e o primeiro passo deveria de ter sido dado pelo Governo”, sublinhou Basílio Horta, para quem, sendo este um orçamento marcado pela injustiça social, deveria reunir, desde o início da sua conceção, o consenso dos partidos que assinaram o memorando da Troika.

Durante o encontro com as associações empresariais e estruturas sindicais da região, o presidente do PS Algarve Miguel Freitas garantiu por sua vez que, durante a discussão do OE para 2012, “o partido olhará pelo país e pelos portugueses”.

“Não há nenhum orçamento sem dor, mas o PS Algarve não desiste deste Orçamento de Estado e apresentará as suas propostas concretas”, assegurou Miguel Freitas, apontado como questão central para o Partido na região algarvia o aumento do IVA da restauração.

Essa é uma preocupação subscrita pelas associações empresariais da região, que apontam também como principais preocupações para a economia do Algarve, as questões do IVA do golfe e o financiamento das empresas.

Na reunião realizada esta tarde no Real Marina Hotel, em Olhão, o líder regional socialista adiantou que o PS Algarve irá apresentar como questão central deste OE o IVA da restauração e irá propor uma medida específica de apoio ao financiamento das autarquias para pagamento exclusivo a fornecedores.

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