Almancil acolheu o primeiro workshop sobre a vermicompostagem

Um workshop sobre o funcionamento do vermidigestor instalado na sede do Agrupamento de Escolas de Almancil, decorreu no passado dia […]

Um workshop sobre o funcionamento do vermidigestor instalado na sede do Agrupamento de Escolas de Almancil, decorreu no passado dia 12 de outubro, dirigido a alunos, professores, diretores, delegados de turma, funcionários do refeitório.

O vermicompostor foi instalado naquela escola no passado mês de junho, pela Câmara Municipal de Loulé.

Desta forma, foi feito o enquadramento e a apresentação deste equipamento a cerca de uma centena de participantes, pretendendo-se, assim, dar continuidade ao projeto FuturEscolas dinamizado no passado ano letivo, mas agora com o intuito de produzir composto em maior escala, o qual será utilizado nas culturas efetuadas pelos alunos do CEF Jardinagem.

A Escola EB 2,3 Dr. António de Sousa Agostinho, em Almancil, foi a primeira em Portugal a dispor de um vermidigestor, equipamento que permite o tratamento em média e larga-escala dos resíduos orgânicos, produzindo-se assim uma maior quantidade de vermicomposto.

A escolha desta escola para a instalação do vermidigestor aconteceu porque uma boa parte da sua população escolar já possuía formação e sensibilização nesta área, sobretudo os alunos do CEF de Jardinagem, que muito se empenharam no processo da vermicompostagem durante o ano letivo transato, mas também pelo facto de existir no estabelecimento uma cantina com grande produção de matéria orgânica necessária ao processo.

A produção de resíduos é hoje em dia um dos problemas ambientais que mais impacte causa no Ambiente. Assim, a vermicompostagem surge como uma das soluções possíveis e eficazes com o intuito de minimizar esta situação, pois consiste num processo biológico de tratamento de resíduos orgânicos que utiliza minhocas para acelerar a degradação da matéria orgânica e produzir um composto rico em ácidos húmicos, tendo, ainda, consideráveis vantagens competitivas face a outros processos (como a compostagem, digestão anaeróbica, aterro, etc.), uma vez que apresenta baixo custo, robustez, é escalável e origina um produto final de grande qualidade.

Deste modo, a Autarquia de Loulé, após o sucesso da parceria com a empresa Futuramb (com a aquisição de dois vermicompostores e a implementação do Projeto FuturEscolas, ambos com excelentes resultados) veio agora, através da aquisição de um vermidigestor (de grande capacidade), procurar consciencializar ainda mais jovens para a preservação e sensibilização ambiental, através do desenvolvimento das atividades de vermicompostagem.

O projeto visa proporcionar o contacto com todos os organismos que intervêm na formação do solo, favorecendo práticas amigas do ambiente e da qualidade dos alimentos.

Com esta iniciativa pretendeu-se, assim, converter esta escola, não só num modelo para as restantes escolas do Concelho e da região, mas também num exemplo a nível nacional.

 

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