O Infante D. Henrique visita a Ermida de Nossa Senhora de Guadalupe

A Ermida de Nossa Senhora de Guadalupe acolhe a exposição «Henrique, o Infante que mudou o mundo», comissariada por João […]

A Ermida de Nossa Senhora de Guadalupe acolhe a exposição «Henrique, o Infante que mudou o mundo», comissariada por João Paulo Oliveira e Costa.

A ermida – o único exemplar de arquitectura gótica que sobreviveu séculos e séculos a terramotos e outras maldades, da natureza e dos homens – merece, só por si, uma visita.

Mas a exposição aumenta o interesse da visita a esta capela, situada quase à beira da EN125, perto da Raposeira e a caminho de Vila do Bispo.

A ermida é um dos monumentos sob a alçada da Direção Regional de Cultura e a entrada custa dois euros, mas o bilhete também dá direito a entrar na Fortaleza de Sagres.

A exposição «Henrique, o Infante que mudou o mundo» é muito informativa e apelativa. Os visitantes podem saber mais pormenores sobre a época, a vida e a obra do Infante através do iPads que são fornecidos no início da visita (e que depois têm que ser devolvidos no final…), que também contêm as informações traduzidas para inglês.

A exposição termina com uma mostra de especiarias (canela, pimenta, açafrão-das-índias, noz moscada e gengibre) onde os visitantes podem, literalmente, mergulhar as mãos.

Mas atenção: tal como é dito num dos textos finais da exposição, apesar de o trabalho do Infante D. Henrique ter levado à abertura do caminho marítimo para a Índia, e portanto para o rico comércio das especiarias, não foi durante a sua vida que tal aconteceu.

Mas o cheiro fantástico das especiarias dá um toque diferente a fechar a exposição dedicada a Henrique, o Navegador, o príncipe mais destacado da Ínclita Geração.

E porquê esta exposição precisamente na ermida de Guadalupe? Porque era aqui que o Infante vinha à missa, nesses distantes anos do fim do século XIV, princípio do século XV.

Comentários

pub
pub