Há cinco atividades novas no Festival de Observação de Aves de Sagres

O festival decorre numa altura em que muitas aves estão a migrar para Sul

A edição de 2018 do Festival de Observação de Aves e Atividades de Natureza de Sagres, que vai decorrer entre 4 e 7 de Outubro, terá «cinco novidades» entre as mais de 200 atividades previstas, 100 das quais gratuitas.

Em 2018, para além da abundante avifauna que se pode encontrar no canto mais a Sudoeste da Europa, por esta altura do ano, o público pode contar com as novas iniciativas “Aves do Algarve nas Apps”, “Uma atividade sonante com Magnus Robb”, a exposição “Oceano (in)sustentável”, “Ilustração e desenho” e “Para os mais pequenos”.

A iniciativa “Aves do Algarve nas Apps” reforça a componente tecnológica do evento. «Os participantes são convidados a conhecer o Followbirds, ou então a fazer um passeio pedestre interpretativo na “Rota de Sagres”, um percurso integrado na nova aplicação móvel interativa do Município de Vila do Bispo “BispoGO – Museu da Paisagem“», segundo a organização do evento, a cargo da Câmara Municipal de Vila do Bispo, com o apoio da Associação Almargem e da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA).

Este ano, o público também pode contar com “Uma atividade sonante com Magnus Robb”, um conhecido ornitólogo, que no dia 5 de Outubro irá falar sobre a forma de substituir os binóculos por equipamento de gravação de som, para detetar e identificar aves «e das surpresas que essa mudança pode trazer».

Os organizadores do festival destacam, ainda,  a exposição «Oceano (in)sustentável», na qual Manuel Vieira e Vera Marques «convidam a uma pequena viagem pelos oceanos no Forte do Beliche e a ver como os nossos estilos de vida afetam a vida marinha».

Outra nova sugestão do programa do evento é a atividade “Ilustração e desenho”, que permitirá aos participantes «aprender algumas técnicas de desenho com Helen Newton e usá-las para criar a sua própria recordação do festival».

Quem aderir a esta iniciativa também terá a oportunidade de participar num “Workshop de Ilustração Científica com lápis de cor” com Ana Rita Afonso.

Os mais pequenos não foram esquecidos e «vão poder descobrir os fósseis do Algarve, construir binóculos, aprender mais sobre os Oceanos e sobre o arquipélago das Berlengas e até ser biólogo por um dia». Os pais vão também aprender «como podem passear com os seus rebentos de uma forma mais prática e confortável».

Todas estas sugestões estão intimamente ligadas às estrelas do festival, as aves. E não serão poucas as espécies que se espera que possam ser observadas nos quatro dias de evento.

«Em Outubro, Sagres tem tudo. De águias-perdigueiras e águias-cobreiras a abutres-do-egito, grifos e cegonhas, milhares de aves planadoras pairam em busca de passagem para África. Outras tantas aves marinhas passam ao largo, em viagens épicas que chegam a ir de pólo a pólo», ilustram os organizadores do festival.

«Petinhas, toutinegras, chascos-cinzentos e dezenas de outros passeriformes passam também pela península na sua viagem para sul. E quando menos se espera, avista-se uma verdadeira raridade, como uma águia-da-pomerânia, uma felosa-bilistada ou um papa-moscas-real».

Às aves juntam-se outros animais voadores, neste caso libélulas  e libelinhas, que também migram nesta altura.

As novidades do festival podem ser seguidas no Facebook do Festival e no site do evento. A inscrição é feita online no site do festival ou a partir de 4 de Outubro no Forte do Beliche, em Sagres.

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