Novos Paços do Concelho na antiga escola e obra no Mercado são os grandes projetos de Aljezur

A Câmara de Aljezur tem as suas finanças de boa saúde, pelo que pode avançar para novos investimentos

A transformação da antiga escola C+S para acolher os novos Paços do Concelho e a requalificação do Mercado são os grandes projetos municipais em curso no concelho de Aljezur.

Em entrevista ao Sul Informação, o presidente da Câmara deste município da Costa Vicentina revelou que a obra deverá custar 1,8 milhões, estando a decorrer a preparação do caderno de encargos.

A antiga escola, que está desaproveitada desde que a nova abriu, é «um espaço amplo, que nos permitirá ter o arquivo em condições e dar espaço aos nossos funcionários. Na atual Câmara, há gente aqui muito apertadinha», disse o presidente José Gonçalves.

A obra em si, de adaptação do edifício às suas futuras funções, espera o autarca, deverá começar «no próximo ano».

Uma das razões principais para a necessidade deste investimento no novo edifício para instalar a Câmara Municipal de Aljezur tem a ver com a falta de espaço do atual edifício, construído há cerca de 25 anos em plena várzea, no meio de polémica, precisamente por causa dessa localização em férteis solos agrícolas, para mais sujeitos a inundação periódica.

Com a mudança para o edifício da antiga escola C+S, que também tem cerca de um quarto de século, o presidente da Câmara pretende dar «outras condições ao nosso pessoal, até porque abrimos 35 lugares, desde técnicos superiores a pessoal operacional».

«Nestes anos em que não podíamos contratar, perdemos muita gente. E no futuro, dentro de três, quatro anos, há muita gente a sair, por reforma. Mas, hoje em dia, as exigências e as dinâmicas são outras, precisamos de recuperar alguma da nossa capacidade, até porque estamos com setores muito fragilizados», explicou José Gonçalves, na sua entrevista ao Sul Informação.

Sendo Aljezur um concelho quase periférico, «não é fácil contratar serviços para virem até nós, por exemplo ao nível da higiene e salubridade, e esse é um grande desafio. Assim, em vez de contratarmos serviços exteriores, temos de assegurar esses serviços com os nossos recursos humanos, até porque temos a capacidade financeira muito estabilizada».

E qual o futuro dos atuais Paços do Concelho? Em tempos pensou-se em transformá-los num centro cultural, mas o presidente da autarquia não parece muito convencido com essa ideia. «Vamos ver se temos essa capacidade», salientou. O edifício «é muito compartimentado e tem alguns problemas estruturais, devido às humidades, visto a localização que tem».

O outro grande projeto é a requalificação do Mercado Municipal, que deverá custar 800 mil euros e cujo projeto vai ser adjudicado.

Neste caso, segundo o edil de Aljezur, a intervenção passa por «substituir o telhado, melhorar a zona do peixe e da fruta, dar-lhe um visual renovado e mais adequado às exigência de hoje». «Não é uma obra profunda, profunda, como gostaríamos, mas é a possível», sublinhou.

A autarquia pretende também estabelecer uma maior uma ligação entre o mercado municipal, diário, situado na zona baixa de Aljezur, junto à ribeira, e o mercado do agricultor, que se realiza aos sábados, na zona do EMA (onde decorre a Feira da Batata Doce), na Igreja Nova.

Este mercado do agricultor «tem uma dinâmica muito grande, por isso, queremos fazer um upgrade, para que passe a ser a Feira do Agricultor, com mais atividades, com mais uma série de banquinhas», explicou o presidente José Gonçalves.

Atualmente, o mercado do agricultor tem «60 mesas, com várias coisas a acontecer, desde a venda direta dos produtos dos agricultores aljezurenses, até à venda de artesanato, aos produtores de bolos, doçaria, mel, entre outras coisas». Mas tem também «uma coisa muito interessante, os vendedores não são só portugueses, mas também estrangeiros que vivem no concelho. É um momento de encontro multicultural», que tem tudo a ver com o panorama atual de Aljezur, concluiu o presidente da Câmara.

 

Fotos: Elisabete Rodrigues | Sul Informação

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