Ministro da Cultura diz que José Louro deixa «marca indelével em toda uma geração de alunos e artistas portugueses»

Governante sublinha que José Louro «fazia das suas funções de professor uma militante defesa do Teatro e da Literatura»

O ministro da Cultura Luís Filipe de Castro Mendes lamenta «profundamente a morte do professor José Silva Louro», em nota de pesar hoje divulgada.

Classificando-o como «pedagogo e rosto reconhecido e admirado na vida académica e cultural do Algarve», o ministro afirma que José Louro «deixa uma marca indelével em toda uma geração de alunos e artistas portugueses».

Enquanto professor do ensino secundário, recorda a nota do Ministério da Cultura, lecionou em várias escolas do país, onde se destacam os Açores e Faro, cidade onde acabou por se fixar.

«Fazia das suas funções de professor uma militante defesa do Teatro e da Literatura, despertando em muitos dos seus alunos a paixão por estas duas áreas artísticas».

Fundou o grupo de teatro universitário SIN-CERA (Teatro da Universidade do Algarve), a ACTA (Companhia de Teatro do Algarve), foi programador do Teatro Lethes e integrou o Conselho de Administração do Teatro das Figuras.

«Esteve ligado a muitos projetos de Teatro na região do Algarve, destacando-se sempre pela sua enorme generosidade colaborando, sempre que lhe era solicitado, como encenador, dramaturgo ou apenas conselheiro de vários projetos artísticos», diz ainda a nota.

Em 2016, a Direção Regional de Cultural do Algarve distinguiu-o com o prémio “Maria Veleda”, destacando a «luta percorrida de José Louro na educação pelas Artes e, em particular, no desenvolvimento do Teatro no Algarve».

«Incansável espectador, será eternamente lembrado como “O Semeador de Teatro”», conclui a nota do ministro Luís Filipe de Castro Mendes, que envia «as mais sentidas condolências» à família.

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